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Baralho Literário
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Pra mim, natal só servia pra marcar a cadência que me ajudava a localizar-me na harmonia do mundo, fazendo contrapeso com meu isolamento quase autista, mas pra minha mãe a data era de importante. Tanto brilhavam os olhos dela que eu não tinha coragem de subtrair, de antemão, o pacote comprido e achatado – que eu sabia ser o meu skate – do saco de presentes do Papai Noel. Eu fingia pra agradar.Clicando aqui, você ouve a crônica
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– Sr. Marcelo, quer comprar o nosso seguro de vida?
– Dona Ângela, eu não tenho filhos e sou solteiro.
– E daí, senhor Marcelo?
– Como e daí? Pra que eu vou querer um seguro de vida?
– Pro senhor mesmo. Se o senhor sofrer um acidente e ficar inválido, o senhor recebe o seguro de vida.
– Dona Ângela, se eu sofrer um acidente e ficar inválido, dou um tiro na minha cabeça.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Já são altas horas da madrugada

E eu saio da cama e venho até a cozinha

Minha mente está cansada

E minha alma está sozinha.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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