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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Camelô Tércio é um matuto que vende apostilas de língua portuguesa... com erros gramaticais! É ele quem explica para o seu Olegário, o velho fiscal de ônibus paranoico, que tem medo de terrorista, que não existem fundamentalistas islâmicos no Brasil. Mas Olegário usa a sua imaginação e dá um jeitinho de criar um terrorista ala brazuca (ou "Alá Brazuca"). E não é que o seu Olegário tinha razão? Apareceu, naquele ponto de ônibus excêntrico, uma moça maluquinha, do jeitinho que o seu Olegário imaginou... E o camelô Tércio, vendedor de apostilas "desinformativas" não era a única figura surreal de lá. Tinha também o Barbarello, o cabeleireiro que fez o seu salão de beleza no banco da praça. E um tal de Diguinho Tocador, com seu alto poder de concisão, que usa a música pra ajudar a gente a entender as loucuras daquele lugar.
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– Pra falar a verdade, até que eu acho os livros de autoajuda uma boa. De repente, se a pessoa não tem dinheiro pra pagar uma psicóloga e não tem com quem conversar… a autoajuda pode estar ajudando.

– Eu li alguns livros que ensinam a arte de enriquecer e consegui amealhar cem mil reais, em dois anos, aplicando na bolsa de valores.

– Ah, isso funciona mesmo. Sempre que a minha mulher enche o meu saco, dizendo que está com dor de cabeça, eu dou uma pílula de farinha pra ela e ela fala que está bem melhor.

– Geralmente, as coisas estão na frente do nosso nariz e não a percebemos. Alguns profissionais escrevem livros para ajudar-nos a ver isso.

– Está certo. Sua riqueza existe, mas está no mundo espiritual, por enquanto. É isso que os autores do livro ajudaram você a perceber?

– Há muito o que se refletir sobre suas palavras, seu Vitório. Vou pensar nisso, hoje, enquanto estiver tomando banho.

– Você toma banho?Clicando aqui, você ouve a crônica
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Gotas de suor de sua testa caíam no asfalto, enquanto ele girava a porca com a chave cruz e, compenetrado no serviço mecânico, nem se deu conta de que, do Lada Niva emparelhado com o seu automóvel, saiu a pessoa que, supostamente, oferecer-lhe-ia socorro. E o auxílio vinha em instante exato, pois o estepe que, com tanto esforço, colocou estava danificado. O gentil cidadão doou o seu e, então, seguir viagem.

Ao dar a partida, enxergou, pelo retrovisor, o idoso tranquilo. Percebeu uma roda a menos em seu Niva. Engatando a ré, voltou pra averiguar.

– Você me cedeu um dos pneus do seu carro, senhor? Presumi que fosse o seu estepe.

– Dei o meu estepe pra outro motorista que precisou de um, há cinco léguas daqui. Posso aguardar o guincho. Você necessita dele mais que eu.

O indivíduo solitário proferiu mais algumas dezenas de palavras que ele não escutou. Quando o misterioso ancião mencionou que captara a conquista do querer em seu semblante, o encanto foi tamanho que ele só conseguiu ouvir, novamente, a música tocando em sua cabeça. Apenas certificou-se de que o sujeito possuía um aparelho celular pra acionar o resgate, agradeceu e foi embora.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Quase chegando ao banco, passo pela porta da livraria.

– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.

Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.

– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.

Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Não havia vento nem mar
Pra ela mergulhar
Menina olhava ao redor
Estava pior.

O cheiro era forte, de mangue
Sem coisas mais belas
Renata olhava o sangue
Em suas canelas.

Por que você foi se cortar?
Santa inquisição
As esferas do seu colar
Rolando no chão.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Uma vez, fui fazer uma palestra e, logo no início, falei que simpatizo com o Maluf e com o PT: o primeiro porque rouba, mas faz, e o segundo porque é corrupto, mas não privatiza.

Depois da enxurrada de vaias, cri que seria esta a minha única decepção. Encerrei o discurso, após cerca de duas horas falando ao público, e fui almoçar num restaurante da mesma rua.

Sentei-me à mesa aliviado com a santa paz. Precisava desfrutar do deleite de um prato que me aprazia pra compensar a sensação de solitude neste planeta de pessoas às quais não apetece entender o universo além da circunferência rasa de um pires.

Um filé à parmegiana nadando no molho suculento não chegava nem próximo da satisfação pessoal de supor-me compreendido, contudo eu não estava em condições de exigir mais que isso... pelo menos na meia hora que viria a transcorrer.

Enquanto levava o talher à boca, minha brincadeira de fingir que o garçom era a minha babá foi interrompida de forma brusca por uma porrada na nuca que fez o garfo espetar o meio do meu nariz.Clicando aqui, você lê o texto completo