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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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– Moça, vê se tem ”Pai Rico, Pai Pobre”, do Robert Kiyosaki. É K – I – Y – O – S – A – K – I.

Ela é lerda pra pensar e pra digitar. Sai catando milho no teclado. Digita o K, depois de quatro segundos digita o I e depois de mais quatro segundos digita o Y.

– É K – I – Y e mais o que, moço? – relincha repetidamente a loiríssima.

– K – I – Y – O – S – A – K – I – digo, com o meu estoque de paciência já indo pro beleléu.

– K – I – Y e? – insiste a limitada, como se um mantra fosse.

– Olha, moça, a julgar pela sua encantadora beleza física e precária capacidade racional, eu diria que, com você, ficaria apenas no K. Y. mesmo.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Minha face ruborizava de ojeriza e uma rajada de metralhadora ficava engasgada no meu gogó: não era que o desgraçado estava certo?

Comecei a rezar todas as noites, pedindo encarecidamente que só um, apenas um FDP de um rico fosse parar no xilindró, só para que eu pudesse ter o prazer de calar a boca do maldito discípulo de Adam Smith.

Minhas preces foram atendidas e, na câmara de vereadores de São Paulo, veio abaixo o fraudulento esquema de Hanna Garib e sua trupe.

Era o desmantelamento da máfia dos fiscais (meus textos são um show de atualidades), no qual quase todos os vereadores estavam envolvidos.

O episódio foi tão revoltante que o Jornal da Tarde distribuiu adesivos para automotores com os dizeres “eu tenho vergonha dos vereadores de São Paulo”.

Eram todos profissionais do assalto aos cofres públicos, com exceção de um amador.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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– Oi, essa é a fila pro “O som ao redor”?

– É sim, moça.

– Li boas críticas sobre esse filme. Estou com uma expectativa muito alta. – disse ela, com um sorriso convidativo.

Eu queria dizer que também estava com alta expectativa, não só em relação ao filme, como também quanto à sua presença, mas o que eu poderia dizer se a única coisa que me preocupava era não passar vergonha na frente de uma mulher bonita? Usava a técnica de entrelaçar os dedos, atrás da cabeça, pra controlar as mãos. Estava dando certo, porém a duras penas.

Meu posterior queimava, pegava fogo. Não conseguia pronunciar uma única palavra. Acho que ela começava a achar-me um idiota que não sabia o que estava fazendo lá, mas fui desmentido pelos seus olhos que reluziam. Ela parecia realmente ter gamado em mim.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Quando abro o portão, o novo vizinho acena com um sorriso pra mim. Quem sabe, novos amigos... E eu não vi nenhum tijolinho sendo assentado... O meu senso de assimilação cômodo só reclama da estranheza de olhar pela janela e não enxergar o costumeiro mato.

Ontem, indo ao trabalho, refleti: "será que não fazemos isto também em nossas vidas? Quantas casas construímos dentro de nós e nem percebemos? Quanta gente nova vem morar nestas nossas casas interiores e nem nos damos conta?".

Tudo porque estamos ocupados com uma rotina diária. Coisas novas acontecem, coisas velhas deixam de acontecer. O que parecia eterno já não existe mais.

Lagartos gigantescos que dominavam o nosso planeta, agora, são apenas ossadas expostas em museus e petróleo pra queimarmos no tanque de combustível de nossos carros em frações de segundos. Minhas crônicas são casas que eu construí dentro de mim. Os moradores destas casas são os meus leitores e amigos. Escrevendo, fiz amizades.Clicando aqui, você lê o texto completo
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A capital da República Tcheca é Praga, mas as tchecas não são nenhuma praga. Muito pelo contrário.

Se não me deixassem ser a Eslováquia, escolheria ser a Polônia, que fica em cima da República Tcheca.

Ser a Alemanha, não seria ruim, mas o território da República Tcheca adentra o mapa alemão e eu preferiria adentrar a República Tcheca.

Como última opção, eu aceitaria ser a Áustria, porque ficar por baixo da República Tcheca também é bom.

Já ouvi dizer que as ucranianas são as mulheres mais bonitas do mundo, mas mesmo assim eu prefiro as tchecas.

As tchecas são maravilhosas, porém complicadas. Quando nós as namoramos e estamos gostando delas, elas sempre terminam o namoro. Até a Eslováquia se separou da República Tcheca.
(Trecho da crônica para rádio "Eu queria morar na República Tcheca")
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O fluxo rítmico da moça sacudia diretamente dentro da cacholinha de sua cacholinha confusa. Se para ele já era um incômodo a arte e a desenvoltura talentosa de sua amada, muito mais se acentuava o desalento quando executadas naquele covil gângster.

O chefão indecoroso mencionou um encontro que tivera com o rapaz, naquele mesmo lugar, há aproximadamente dois meses, que, por suas contas, calhou na véspera do desvendamento de seus rastros. O moço não tinha lembrança do evento e muito menos de ter demonstrado contentamento pela mesma atração, conforme rememorou o contraventor, ao interpretar erroneamente o assombro dele. A alusão fez o rapaz conceber a justificativa de sua tormenta que culminou no acidente. Atordoado, lançou mão de todas as concordâncias pertinentes para que o ancião deixasse-o partir em paz.

Ao engatar a marcha ré e acelerar por alguns metros, viu a suntuosa edificação diminuir de tamanho em relação à distância que tomava. Era uma espécie de despedida proporcionada pelo vislumbre da última imagem necessária para assentar a certeza de que era a ocasião cabida do ponto derradeiro. Os acontecimentos haviam enveredado por meandros que garantiam não restarem dúvidas de que os eixos dos valores mais essenciais foram abalados.Clicando aqui, você lê o conto completo