Biscoito da Sorte
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– Seu Luiz, acho um absurdo que o Lula tenha sido eleito, mas estou mais preocupado com estas prováveis cicatrizes que o senhor deixou no meu rosto.
– A sua cara tá mijando sangue, mas é normal. Isso aí sai, meu fio. Eu fui atropelado e fiquei com essa cicatriz aqui, mas já tá quase saindo.
– E há quanto tempo o senhor foi atropelado, seu Luiz?
– Quase trinta anos, meu fio.
– Toma duzentos reais, seu Luiz, mas me deixa ir embora daqui, pelo amor de tudo o que há de mais sagrado!
– A sua cara tá mijando sangue, mas é normal. Isso aí sai, meu fio. Eu fui atropelado e fiquei com essa cicatriz aqui, mas já tá quase saindo.
– E há quanto tempo o senhor foi atropelado, seu Luiz?
– Quase trinta anos, meu fio.
– Toma duzentos reais, seu Luiz, mas me deixa ir embora daqui, pelo amor de tudo o que há de mais sagrado!
(Trecho da crônica para rádio "As vaginas que nasceram no meu rosto")
Clicando aqui, você ouve a crônica

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Atendendo ao clamor do populacho, um repórter global foi perguntar a Viscome o que havia ocorrido. Viscome respondeu: “A corrupção existe mesmo. Desde quando eu era criança, eu já ouvia falar em corrupção.”
Viscome, Viscome… um malandro deve ser inteligente, Viscome… malandro burro é a coisa mais feia que há. É desnecessário lembrar que, de uma violenta porcentagem dos 55 vereadores que estavam envolvidos, Vicente Viscome foi o único a vestir o macacão e a boina com faixas horizontais pretas e brancas, com um número de três dígitos estampado no peitoral da pomposa vestimenta.
Quase que eu fiquei com dó do Viscome. Com aqueles olhinhos baixos, frágeis como os de um cervo diante da mira da espingarda de um caçador, ele se perguntava por que só ele havia tomado na tarraqueta.Clicando aqui, você lê o texto completo
Viscome, Viscome… um malandro deve ser inteligente, Viscome… malandro burro é a coisa mais feia que há. É desnecessário lembrar que, de uma violenta porcentagem dos 55 vereadores que estavam envolvidos, Vicente Viscome foi o único a vestir o macacão e a boina com faixas horizontais pretas e brancas, com um número de três dígitos estampado no peitoral da pomposa vestimenta.
Quase que eu fiquei com dó do Viscome. Com aqueles olhinhos baixos, frágeis como os de um cervo diante da mira da espingarda de um caçador, ele se perguntava por que só ele havia tomado na tarraqueta.Clicando aqui, você lê o texto completo


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Carta roubada me fora, pois, se sabe Ela os meus mais íntimos segredos
Farta e cansada, a Flor é dois D: donzela e deus, tais ínfimos os medos
Pavor da pureza e do majestoso mesquinho é pequeno comparado ao cansaço
Repor à minha mesa meu tão gostoso vinho chileno comprado no paço.
O Flerte meu com a Flor no festim do palácio de malvo
Asserte meu que a dor no meu rim errasse o alvo
E fosse parar bem distante do descanso que desfrutamos
Tão doce e tão zen, amante, sem ranço, me escuta: te amo.
Enfim, o oitavo soneto sussurro à hemácia do sangue
O fim de um bravo dueto: casmurro e iridácea exangue
Florzinha bela e ereta, no fulgor da lua calma, se deleita em absinto
Adivinha Ela, tão certa, o amor por sua alma que, na espreita, eu tanto sinto.
Farta e cansada, a Flor é dois D: donzela e deus, tais ínfimos os medos
Pavor da pureza e do majestoso mesquinho é pequeno comparado ao cansaço
Repor à minha mesa meu tão gostoso vinho chileno comprado no paço.
O Flerte meu com a Flor no festim do palácio de malvo
Asserte meu que a dor no meu rim errasse o alvo
E fosse parar bem distante do descanso que desfrutamos
Tão doce e tão zen, amante, sem ranço, me escuta: te amo.
Enfim, o oitavo soneto sussurro à hemácia do sangue
O fim de um bravo dueto: casmurro e iridácea exangue
Florzinha bela e ereta, no fulgor da lua calma, se deleita em absinto
Adivinha Ela, tão certa, o amor por sua alma que, na espreita, eu tanto sinto.
(Trecho do livro "Letras & Músicas" de Marcelo Garbine)
Clicando aqui, você lê o livro completo no Widbook

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Era uma velhinha que me deu uma bolsada pra expressar o seu desprezo pela gentileza que os seres civilizados costumam ter. Ela assistira à minha conferência e levara, como os demais presentes, ao pé da letra o que eu disse, ignorando integralmente a gama de conceituações acerca de sentidos denotativo e conotativo, ironia, sarcasmo e todas as figurações diversas que a cabeça engenhosa que o Criador nos deu é capaz de arquitetar. E eu que imaginava ser livre como uma águia, pairando sobre cérebros irmãos de caminhada, vi-me sozinho no calabouço da divagação. Descobri que não podia usar e abusar da minha licença poética e que a raça humana é tão literal que seria bem capaz de crerem os mortais ser a República Tcheca o melhor lugar pra se viver. Eu que não encaro esse destino cruel. Vou ter que me adaptar. Quero entrar na manada! Começo agora, pois: Se eu fosse um país, adoraria ser a Eslováquia, pra ficar grudadinho, durante tantos anos, com a República Tcheca (como cantaram os Raimundos, nos anos noventa, fazendo uso de outras palavras: "Eu queria ser o banquinho da bicicleta…"). E por falar em música, o que significa “destilar terceiras intenções”, como disse Cazuza em “Codinome Beija-Flor”? Se destilar segundas intenções significa querer passear pela República Tcheca, destilar terceiras intenções seria almejar ir ao Kuwait? Por outro lado, as mulheres, com certeza, preferem visitar o Nepal.Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica


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Mas o meu maior prazer não era vislumbrar aquela cena tão rara no Brasil Capitalista de Todos os Corruptos, era sim saber que, naquela segunda-feira, finalmente, eu iria poder disparar os projéteis que estavam entalados na minha garganta desde o princípio de fevereiro de 1999. Iria ser um alívio tão grande e seria ótimo para as minhas entranhas.
Mas… “Coração de Estudante” de Milton Nascimento, começou a tocar como música de fundo quando eu entrei na sala de aula.
Parem essa maldita música! Quando eu tinha oito anos de idade, eu já tive que escutá-la a tarde toda naquele dia 21 de abril de 1985, na antiga TVS de Silvio Santos, enquanto a câmera filmava sem parar aquele aviãozinho sem graça. E eu ainda perdi o programa do Bozo.
E agora, quem seria o alvo dos projéteis que eu estava pronto para disparar?Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
Mas… “Coração de Estudante” de Milton Nascimento, começou a tocar como música de fundo quando eu entrei na sala de aula.
Parem essa maldita música! Quando eu tinha oito anos de idade, eu já tive que escutá-la a tarde toda naquele dia 21 de abril de 1985, na antiga TVS de Silvio Santos, enquanto a câmera filmava sem parar aquele aviãozinho sem graça. E eu ainda perdi o programa do Bozo.
E agora, quem seria o alvo dos projéteis que eu estava pronto para disparar?Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital


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Não tardou a identificar o ritmo alegre da Csárdás. Cerca de duas centenas de passos foram o bastante para ter a convicção de que o instrumento reproduzia o andamento sonoro do bailado folclórico de seu país. Desde o início de seu namoro com Boglárka, adaptara-se com a cultura tradicional. A moça era uma exímia bailarina.
As práticas advindas da predileção dele pela religiosidade oriental auxiliaram-no a harmonizar-se com o sexo oposto. No princípio da puberdade, a meditação e a busca do equilíbrio interior transformou-o num homem benevolente que logrou sucesso ao perdoar a cumplicidade de sua progenitora, amaciando o rancor que, até então, carregara. Uma barreira rompeu-se para que o jovem entregasse o seu coração para uma mulher, a despeito da fúria originada pela figura materna. A ojeriza quedou-se alojada em seu subconsciente.
A extroversão da bailarina era discrepante comparada à quietude dele. Afeita a festas, a menina dava o colorido que a mansidão dele pedia em contrapartida. O casamento já tinha data marcada. Boglárka mudar-se-ia para o seu apartamento. Ele já o havia reformado. A pintura deu o toque final do acabamento.Clicando aqui, você lê o conto completo
As práticas advindas da predileção dele pela religiosidade oriental auxiliaram-no a harmonizar-se com o sexo oposto. No princípio da puberdade, a meditação e a busca do equilíbrio interior transformou-o num homem benevolente que logrou sucesso ao perdoar a cumplicidade de sua progenitora, amaciando o rancor que, até então, carregara. Uma barreira rompeu-se para que o jovem entregasse o seu coração para uma mulher, a despeito da fúria originada pela figura materna. A ojeriza quedou-se alojada em seu subconsciente.
A extroversão da bailarina era discrepante comparada à quietude dele. Afeita a festas, a menina dava o colorido que a mansidão dele pedia em contrapartida. O casamento já tinha data marcada. Boglárka mudar-se-ia para o seu apartamento. Ele já o havia reformado. A pintura deu o toque final do acabamento.Clicando aqui, você lê o conto completo





