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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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E, se você ousar discordar de mim, eu sinto vontade de meter uma bala no meio dessa sua testa. E só não o faço porque – mesmo que as leis dos mortais não me peguem – a minha maldita mente foi desafeiçoada com os inconvenientes genes do sofrimento pela dor alheia. Estes detestáveis dispositivos, que foram essenciais pra continuidade da presença humana no globo terrestre até o instante atual, responsáveis pela vulga "lei da boa vizinhança", não me deixarão ressonar os meus "decibélicos" roncos noctâmbulos em paz. Só por isto. Ah, e também porque eu não sou cem por cento ateu. Mesmo que seja ínfima a possibilidade de haver um Deus, vai que o calhamaço milenar seja fidedigno... Deus me livre!Clicando aqui, você lê a crônica completa
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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".

Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
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Como vejo tudo pelo lado positivo, quando pago ao meu barbeiro, não me sinto gastando trinta e cinco reais. Lembro-me do excedente do consumidor e, com isso, sinto-me ganhando sessenta e cinco (espero que o meu barbeiro não leia essa crônica). Então “mato dois politicamente corretos com um único sarcasmo”: evito que o meu rostinho de bebê seja corrompido por uma gama de vulvas criadas por minhas mãos inábeis e, de modo concomitante, ganho sessenta e cinco reais! Urrú! É a típica alegria de bobo, mas… pelo menos, eu assumo.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Margeando o rio, desta feita, pela pista contrária, transpôs o percurso mecânico de volta para casa, inclusive, pela zona deserta da estrada, por onde poucos veículos trafegavam. Naquele trecho de asfalto envolto por bosques, dificilmente avistava outro carro. Isto era fundamento suficiente para que as fortes marcas de pneus em forma de zigue-zague despertassem a sua atenção.

Parou no acostamento e observou que os resíduos negros de borracha terminavam numa árvore. Perto da raiz corpulenta, havia alguns cacos brilhantes. Curioso, passou a mão sobre as lascas e viu as pontas de seus dedos sangrarem. Reparou, então, que o lado esquerdo do capô de seu veículo estava danificado e o farol, quebrado.

Até o antepenúltimo dia, as chuvas castigaram a capital húngara. Apenas sabia disto porque ouvira notícias sobre os estragos por intermédio do rádio de seu carro, há poucos minutos, mas não tinha nenhuma recordação do episódio.Clicando aqui, você lê o conto completo
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A ex-mocinha, logo, dirigiu-se até a saída, esbugalhou os seus olhos acarminados e tomou-me como alvo pela última vez, berrando com classe e doçura:

– Seu aleijado! Não esquece a sua muleta, seu aleijado! – Sendo irônica, é claro, pois não tenho nenhuma deficiência física.

O que terá sido a simpática matusalém nos idos da longínqua década de setenta? Uma generosa prostituta ou uma delatora de complacentes militantes políticos da esquerda comunista? Talvez...

E, na idade fragilizada, quando chega a hora dos maus pagarem por seus erros e dos bons estarem espiritualmente evoluídos a ponto de não se deixarem atingir, ela é uma senhora imunizada.
(Trecho da crônica "Orgulho de uma sociedade que respeita as minorias e os mais fracos")
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Nos dias de maturidade, a admiração pela tecnologia perdurou, não por ela poder proporcionar-me um companheirinho eletrônico, mas por ser útil pra auxiliar no desenvolvimento do ser humano. Muita gente crê que, um belo dia, o ser humano acordará bonzinho e outros acham que não. Acredito não ser nem uma coisa e nem outra. A tecnologia faz o homem evoluir.

Com todos tendo uma câmera de vídeo no bolso, por exemplo, os indivíduos socializados acabam por esforçarem-se mais pra não cometer erros em público, pois o menor deslize poderá ser eternamente registrado numa plataforma de vídeos da internet. E o esforço pra ser cada vez melhor transforma-se em praxe. Sendo nós seres de hábitos que nos acostumamos fácil com tudo, logo criamos comportamentos bons. É uma maneira interessante de ter fé no ser humano sem apelar pra fórmulas mágicas. Olha o amigo robô aí, aparecendo reencarnado num iPhone.

Se as alvoradas em que eu aspirava encontrar o meu cyber amigo estavam perdidas em algum lugar do espaço-tempo que não mais voltaria, agora, restavam os sonhos maduros. Ter, em circunstância sincrônica, os pés no chão e a cabeça nas nuvens é possível quando se é grande...Clicando aqui, você lê o texto completo