Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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– Um Skibon.
– Ballantines ou Jack Daniels?
– Eu disse: um Skibon, um sorvete Skibon, e não whisky bom.
– Ah, tá, é que você tem jeito de um bom apreciador de whisky. E é difícil alguém se sentar à mesa de um bistrô, como o nosso, pra pedir um sorvete.
– Tem no cardápio, não tem?
– Tem, mas, geralmente, vendemos, como sobremesa, para os filhos dos casais, que são nossos clientes, e não para um trintão desacompanhado. Um homem, com o perfil como o seu, está mais para apreciador de um bom whisky.
– Ballantines ou Jack Daniels?
– Eu disse: um Skibon, um sorvete Skibon, e não whisky bom.
– Ah, tá, é que você tem jeito de um bom apreciador de whisky. E é difícil alguém se sentar à mesa de um bistrô, como o nosso, pra pedir um sorvete.
– Tem no cardápio, não tem?
– Tem, mas, geralmente, vendemos, como sobremesa, para os filhos dos casais, que são nossos clientes, e não para um trintão desacompanhado. Um homem, com o perfil como o seu, está mais para apreciador de um bom whisky.
(Trecho da crônica para rádio "Como comer a garçonete de um bistrô")
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– Eu sou macho, doutor, se é isso que o senhor quer saber.
– Ah, tá.
– Posso ir embora?
– Eu interrogo o paciente dessa forma para ser sutil. Chega-se à conclusão pelas evidências.
– A minha resposta não serve de base para evidência nenhuma, doutor. Eu sou um “bon vivant”. Graças ao fato de ser solteiro e não ter filhos, pude passar o fim de tarde dessa segunda-feira brava jogando boliche. E, por falar em evidência, quem é o senhor para falar alguma coisa? Olha esse adesivo do Village People estampando a sua agenda. Que coisa linda…
– Para com isso, eu uso barba. Já viu viado com barba?
– O pior que já. Hoje mesmo, na saída do boliche, havia vários travestis com barba. Era uma visão do inferno. Um gritando “aê, mano!” para o outro, do outro lado da rua.
– Pediu o seu dinheiro de volta?Clicando aqui, você lê o texto completo
– Ah, tá.
– Posso ir embora?
– Eu interrogo o paciente dessa forma para ser sutil. Chega-se à conclusão pelas evidências.
– A minha resposta não serve de base para evidência nenhuma, doutor. Eu sou um “bon vivant”. Graças ao fato de ser solteiro e não ter filhos, pude passar o fim de tarde dessa segunda-feira brava jogando boliche. E, por falar em evidência, quem é o senhor para falar alguma coisa? Olha esse adesivo do Village People estampando a sua agenda. Que coisa linda…
– Para com isso, eu uso barba. Já viu viado com barba?
– O pior que já. Hoje mesmo, na saída do boliche, havia vários travestis com barba. Era uma visão do inferno. Um gritando “aê, mano!” para o outro, do outro lado da rua.
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Os sapientes telespectadores do doutor João Kleber, quando desfrutam a erudição de seus espontâneos e nada combinados “testes de fidelidade”, estão cientes que o “Para! Para! Para!” exclamado com estridência pelo eminente comunicador (sem intenção nenhuma de embromar para segurar a audiência, toda vez que a mulher do corno ameaça tirar a roupa para o Ricardão) não tem mais acento. Acentos são economizados pelas prodigiosas mentes dos telespectadores do João Kleber, com alto poder imaginativo, que visualizam a grafia correta de todas as palavras ditas oralmente pela sumidade que apresenta programas de TV para intelectuais.
Se você for um cidadão ocupado e hiperativo, sem tempo para encaixar o hábito da leitura na sua lista de afazeres, e estiver aproveitando um sinal vermelho de trânsito para ler esta crônica, caso perca a concentração e bata o seu carrinho, vai amassar o seu para-choque (sem acento). O “para” que compõe essa palavra composta é oriundo do verbo parar, pois o utilitário que possui a função de proteger a sua caranga e evitar maiores danos provocados por um sinistro para (do verbo parar) o choque de uma batida. Antes da última reforma ortográfica, você acentuava o dito cujo e amassava o seu pára-choque (com acento agudo no primeiro A).Clicando aqui, você lê o texto completo
Se você for um cidadão ocupado e hiperativo, sem tempo para encaixar o hábito da leitura na sua lista de afazeres, e estiver aproveitando um sinal vermelho de trânsito para ler esta crônica, caso perca a concentração e bata o seu carrinho, vai amassar o seu para-choque (sem acento). O “para” que compõe essa palavra composta é oriundo do verbo parar, pois o utilitário que possui a função de proteger a sua caranga e evitar maiores danos provocados por um sinistro para (do verbo parar) o choque de uma batida. Antes da última reforma ortográfica, você acentuava o dito cujo e amassava o seu pára-choque (com acento agudo no primeiro A).Clicando aqui, você lê o texto completo


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Comecei a pensar que havia escolhido o dia errado para caminhar pelo Ibirapuera, famoso parque de São Paulo. De uma manhã fria de junho o que mais poderia eu esperar?
Acordei naquele fim de madrugada para terminar de redigir um texto para uma revista. Como de costume, assei cinco pães de queijo e misturei algumas gotas de café ao leite quente. Levei a cadeira ao jardim e, enquanto o tomava, olhei para o céu e procurei a lua. Não a encontrei...
Em meio ao silêncio, pude ouvir, na sala, a impressora trabalhando. Estava imprimindo a obra que me fora enviada por e-mail.
Ao perceber que o ruído cessou, interrompi o desjejum e a inútil busca pela musa dos poetas no espaço para pegar a resma. Retornei ao relento munido de cerca de seis dezenas de sulfite. Bebi o último gole de leite quente sem tirar os olhos do título do primeiro poema: "Poesía de noche sin luna".
Deixei para pensar na suposta coincidência quando cheguei ao parque. Sou um homem que gosta de encantar-se com os mistérios da vida e, naquela ocasião, o que mais me agradou foi a sintonia. Gosto de sinais e o universo costuma ser meu "amigo invisível".Clicando aqui, você lê o texto completo
Acordei naquele fim de madrugada para terminar de redigir um texto para uma revista. Como de costume, assei cinco pães de queijo e misturei algumas gotas de café ao leite quente. Levei a cadeira ao jardim e, enquanto o tomava, olhei para o céu e procurei a lua. Não a encontrei...
Em meio ao silêncio, pude ouvir, na sala, a impressora trabalhando. Estava imprimindo a obra que me fora enviada por e-mail.
Ao perceber que o ruído cessou, interrompi o desjejum e a inútil busca pela musa dos poetas no espaço para pegar a resma. Retornei ao relento munido de cerca de seis dezenas de sulfite. Bebi o último gole de leite quente sem tirar os olhos do título do primeiro poema: "Poesía de noche sin luna".
Deixei para pensar na suposta coincidência quando cheguei ao parque. Sou um homem que gosta de encantar-se com os mistérios da vida e, naquela ocasião, o que mais me agradou foi a sintonia. Gosto de sinais e o universo costuma ser meu "amigo invisível".Clicando aqui, você lê o texto completo


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Brenha sombria, leões que rugem
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.
Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.
Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
(Trecho de uma das Obras de Marcelo Garbine que lhe conferiram o Título de Melhor Criatividade Literária no Prêmio Cabo Frio de Cultura e Entretenimento e uma vaga na Academia de Letras e Artes de Valparaíso – Chile)
Clicando aqui, você assiste ao filme do evento

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No domingo seguinte, fui à igreja com a minha avó, que era uma católica fervorosa.
Vi uma velhinha ajoelhando-se na frente da imagem de uma santa e fazendo uma promessa.
Aí, pensei: "Será que esse negócio dá certo mesmo?".
Olhei pra cara da santa e decidi fazer a minha promessa também, mas não fui com a cara dela. Também não gostei da imagem do santo do lado... Tinha uma cara de bocó...
Achei melhor procurar um santo que tivesse mais a ver comigo. Como eu usava óculos, fui atrás de um santo de óculos. Não encontrei nenhum e voltei pra casa cabisbaixo.
Vi uma velhinha ajoelhando-se na frente da imagem de uma santa e fazendo uma promessa.
Aí, pensei: "Será que esse negócio dá certo mesmo?".
Olhei pra cara da santa e decidi fazer a minha promessa também, mas não fui com a cara dela. Também não gostei da imagem do santo do lado... Tinha uma cara de bocó...
Achei melhor procurar um santo que tivesse mais a ver comigo. Como eu usava óculos, fui atrás de um santo de óculos. Não encontrei nenhum e voltei pra casa cabisbaixo.
(Trecho da crônica para rádio "O diabo vai chegar numa Brasília verde")
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