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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Hoje, você é só um pensamento
Reconstrução, memória que ficou
Olhando pro céu, na grama, eu sento
Vejo seu rosto num retrovisor.

Um passado que um dia já foi presente
Ao seu lado, eu sentia o que se sente
Quando se tem bem diante de si
Todos os motivos pra estar ali.

Olhos verdes-capim
Eu preciso saber
Se você gosta de mim
Porque eu gosto de você.
Trecho da letra de música "Olhos verdes-capim"
Clicando aqui, você ouve a música e assiste ao clipe
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De acordo com a minha cabeça inocente, quanto mais longevidade o ser humano tivesse, mais deveríamos prestar atenção nele para abstrairmos suas ricas experiências e aprendermos sábias lições que aplicaríamos no defluxo de toda a nossa prática existencial.

Depois de tantos calendários trocados na parede da cozinha, eu penso:

"Caramba, cara! Você tinha dezoito anos ou cinco?".

"Você já era bem grandinho para ter uma visão ilusória desse jeito. Nunca ouvira falar em corrupção, por exemplo?".

"E você não era uma menininha para enxergar o universo tão cor-de-rosa assim!".

Claro que eu era consciente de que pelas ruas trafegavam ladrões, tarados e gente mau caráter de qualquer ordem, mas eu interpretava isto como um macrocosmo paralelo, algo deste tipo.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Mas a desgraça não se restringia exclusivamente nas olheiras semelhantes às do José Serra nem no nariz parecido com o do Costinha. Bartira sonhava em entrar na igreja de véu e grinalda. E eu tinha que prometer pra moça que teria a honra de ser o seu homem pro restante das nossas vidas. Que apelação! Bartira acreditava… e cedia.

Bartira possuía as suas qualidades. Se nada é perfeito, nada é totalmente imperfeito também. Nem mesmo a surrada Bartira. Eu fechava os meus olhos e pensava: "É Sharon Stone e vamos lá".

Digamos assim que – tomando o devido cuidado pra não cair na vulgaridade – a Bartira era hábil pra se manifestar com a sua cavidade bucal sem necessitar fazer uso da voz. E então os defeitos de Bartira desapareciam como num passe de mágica.

A sua ínfima estatura deixava-a com a sua fenda labial bem aproximada à materialização do meu ímpeto predestinado a contribuir com a continuidade da proliferação da espécie humana no Planeta Terra. O que – diga-se de passagem – facilitava bastante as coisas.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Vinte e um de dezembro de dois mil e doze. Em algum lugar de um universo paralelo, o mundo acabou. Tenho apenas uma mochila pra colocar nas costas e sair atrás de um local habitável. Quais pertences meus levarei?

Nenhuma Coca-Cola na geladeira? Nenhum cigarro em cima da escrivaninha? Isto é realmente o fim do mundo, no sentido figurado e no sentido literal.

Já que não tenho estes principais itens pra botar na minha velha bolsa, lembro-me que nela não pode faltar o macaquinho Chico, meu brinquedo preferido de infância, que ganhei quando tinha três aninhos.

Encardido e com um nó cego no rabo, que nunca mais consegui desatar, ele foi o meu companheirinho de todas as horas. Foi ele quem me consolou nos instantes mais difíceis da adolescência, quando namoros foram terminados e paixões, perdidas.
(Trecho da crônica para rádio "O fim do mundo")
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– Seu Luiz, acho um absurdo que o Lula tenha sido eleito, mas estou mais preocupado com estas prováveis cicatrizes que o senhor deixou no meu rosto.

– A sua cara tá mijando sangue, mas é normal. Isso aí sai, meu fio. Eu fui atropelado e fiquei com essa cicatriz aqui, mas já tá quase saindo.

– E há quanto tempo o senhor foi atropelado, seu Luiz?

– Quase trinta anos, meu fio.

– Toma duzentos reais, seu Luiz, mas me deixa ir embora daqui, pelo amor de tudo o que há de mais sagrado!
(Trecho da crônica para rádio "As vaginas que nasceram no meu rosto")
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Quer beber água quem comeu sal
Já lancei uma pá de cal.

Sobre tudo o que passou
Meu time nunca marcou gol
Não tenho time nem guarda-sol
Odeio crimes e futebol.
(Trecho da letra da música "Cavernas do Coração")
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