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Biscoito da Sorte
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Precisei tirar fotocópia da minha carteira de motorista, outro dia, pra recorrer de uma multa de trânsito. Fui à papelaria, perto de casa, e enfrentei uma pequena fila básica. Na minha frente, um sujeito com cerca de cinco anos a menos que eu puxou conversa comigo.

Era um indiano que mal falava o português direito. Não costumo dar atenção a pessoas com papo furado, todavia, vi que o estrangeiro tinha conteúdo. Como acho curiosa a história das religiões orientais e a cultura diferente do sistema de castas, comecei perguntando sobre o hinduísmo. Ele respondia solicitamente com longos discursos e um sorriso irradiante no rosto.

Logo, descobri que ele tinha a mesma formação acadêmica que eu. Cursou economia em Londres. O tópico foi de teologia à política monetária, porém, sem demora, pairou sobre um tema universal, como sempre.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Suas falas curtas e seus trejeitos discretos procrastinaram a percepção de uma excentricidade sutil em suas atitudes por parte dos colegas. Porém, a partir da terceira manifestação do prestigiado diretor de marketing, a condição estupefata nos semblantes dos executivos não podia mais ser disfarçada pelo controle para que os olhos não se mostrassem excessivamente arregalados.

As opiniões polêmicas dele divergiam muito de sua moderação característica de praxe. A novidade comportamental incomodava tanto pela extravagância como por destoar do conservadorismo do ambiente e das impressões saudáveis que os outros preservavam dele. Até o momento em que o supervisor de mídia não se conteve e, pela primeira vez, testemunhou-se ele sendo admoestado publicamente.

– Senhor, a revista Piacgazdaság carrega uma história de cento e vinte e oito anos. O senhor Polányi, caso estivesse vivo, jamais admitiria uma teoria nada ortodoxa como a que acaba de expor sobre o papel feminino no mercado de trabalho. Basta lembrarmos que a esposa do senhor Polányi, avó do atual presidente da empresa, que nesta mesa está presente, foi uma das primeiras mulheres de Budapeste a ocupar um cargo municipal importante.Clicando aqui, você lê o conto completo
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– Oi, essa é a fila pro “O som ao redor”?

– É sim, moça.

– Li boas críticas sobre esse filme. Estou com uma expectativa muito alta. – disse ela, com um sorriso convidativo.

Eu queria dizer que também estava com alta expectativa, não só em relação ao filme, como também quanto à sua presença, mas o que eu poderia dizer se a única coisa que me preocupava era não passar vergonha na frente de uma mulher bonita? Usava a técnica de entrelaçar os dedos, atrás da cabeça, pra controlar as mãos. Estava dando certo, porém a duras penas.

Meu posterior queimava, pegava fogo. Não conseguia pronunciar uma única palavra. Acho que ela começava a achar-me um idiota que não sabia o que estava fazendo lá, mas fui desmentido pelos seus olhos que reluziam. Ela parecia realmente ter gamado em mim.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Brenha sombria, leões que rugem
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.

Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
(Trecho de uma das Obras de Marcelo Garbine que lhe conferiram o Título de Melhor Criatividade Literária no Prêmio Cabo Frio de Cultura e Entretenimento e uma vaga na Academia de Letras e Artes de Valparaíso – Chile)
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Já são altas horas da madrugada
E eu saio da cama e venho até a cozinha
Minha mente está cansada
E minha alma está sozinha.

Tenho vontade de chorar
Mas acho que não mereço
De que adianta lágrimas formarem mar
Se os anjos não conhecem o meu endereço?
(Trecho da transcrição da fala do filme "Onde estão os anjos?")
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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".

Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica