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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Onde está a bela tarde de sol
Prometida pelo garotinho de três anos?
A esperança parou no farol
E os sonhos viraram profanos.

Quem me dera voltar ao passado
E pedir desculpas ao garotinho
Que estará no canto isolado
Chorando bem baixinho.

Não sei se ele irá perdoar o meu furo
E não deixa de ter toda a razão
Afinal, estraguei seu futuro
Como a má rima estraga o refrão.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Brenha sombria, leões que rugem
Venha macia, monções na nuvem
Pairando em cima, é poma, mamar
Bufando a lima, aroma pomar.

Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.
(Trecho de uma das Obras de Marcelo Garbine que lhe conferiram o Título de Melhor Criatividade Literária no Prêmio Cabo Frio de Cultura e Entretenimento e uma vaga na Academia de Letras e Artes de Valparaíso – Chile)
Clicando aqui, você assiste ao filme do evento
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Cheguei de viagem num dia lindo
Carro na garagem, você sorrindo
Minhas malas na porta da cozinha
Você fala e tão certa adivinha.

Que eu me vejo morrendo de saudade
Do seu beijo e da minha cidade
Com São Paulo, o desejo se depura
Desenjaulo a vontade de cultura.

Você me deu
A grande ideia
Você e eu
Na Pauliceia.
(Trecho da letra de música "Você e eu na Pauliceia")
Clicando aqui, você assiste ao videoclipe e ouve a música
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Sugestionado pelo poeta que o escrevera, o governante cedeu ao seu ímpeto emocional e decidiu não expurgar uma economia intemperada que abalroaria os desvalidos. O texto disposto em versos fê-lo remeter-se a seu modesto exórdio, recordando a intrepidez laboral de seus progenitores para proverem o seu sustento e o de seus irmãos.

Como se fosse remetido a semotos espirais nebulosos que pairam no cosmo, o político pôde presenciar o seu pai, um vigia noturno, em pleno sereno, batendo, ferrenhamente, os pés, no cimento álgido, com o fim de aquecer-se. Foram elocuções que forjaram um estopim. Embora contrariando os interesses obscuros dos possessores, não inflacionou os tributos que incidiam nos principais itens sazonais de inverno da cesta básica. Os módicos desjejuns matinais, sob o viço do orvalho, continuariam regados a cafés com leite quentinhos.
(Trecho do texto "O vestígio de vento que soprou na contrição")
Clicando aqui, você lê o texto completo
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– Um Skibon.

– Ballantines ou Jack Daniels?

– Eu disse: um Skibon, um sorvete Skibon, e não whisky bom.

– Ah, tá, é que você tem jeito de um bom apreciador de whisky. E é difícil alguém se sentar à mesa de um bistrô, como o nosso, pra pedir um sorvete.

– Tem no cardápio, não tem?

– Tem, mas, geralmente, vendemos, como sobremesa, para os filhos dos casais, que são nossos clientes, e não para um trintão desacompanhado. Um homem, com o perfil como o seu, está mais para apreciador de um bom whisky.
(Trecho da crônica para rádio "Como comer a garçonete de um bistrô")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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E, de 1989 até aqui, muitos "papais noéis" visitaram-me. Nem sempre fui destemido e tive a bravura de pedir o que a minha alma clamava. Assim como os ciclos de doze meses repetem-se perpetuamente, alternam-se também as baterias sequenciais de audácia e covardia.

O Pogobol de 1988 nunca mais fora reposto e o skate de 1989 eu mal aprendera a usar. Ele apenas serviu para descer algumas ladeiras, sem que as manobras específicas daquele entretenimento fossem por certo aprendidas. Rapidamente esquecido, fora depositado no fundo do porão.

O gravador de 1983 durou bem mais. Nele, registrei os meus sonhos, contei piadas e cantei músicas que compus. A despeito das fitas terem sido perdidas e do aparelho ter-se depreciado com o castigo imposto pelo tempo, ele foi o meu companheiro de devaneios pelo prazo que lhe coube.

Agora, aproximando-me do meu quadragésimo natal, se eu não tomar as devidas precauções, pedirei outro skate, pois nem sempre é fácil convencer a mim próprio que o que existe somente no meu interior e não encontra par no plano externo é aquilo que me faz feliz de fato.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica