Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Presumi que ela entendeu o que eu disse como um elogio, pois estampou um sorriso animado e agradeceu. Calculei que, despretensiosamente, havia-me dado bem e dei sequência:
– Você é uma mulher exuberante.
Ela mostrou seu rosto enfurecido:
– Se eu sou exuberante o problema é meu! A exuberância é minha!
– Calma, moça! Não confunda exuberante com ignorante. Eu quis dizer que você é charmosa.
Ela sorriu novamente:
– Ah, sim! Obrigada!
Percebi que estava perdendo o meu tempo. A Carla Perez pobre não fazia o meu tipo. Sua inteligência quase ausente era irritante demais. Não que eu fosse levar a G. B. R. (gata de baixa renda) ao motel pra inquiri-la acerca do Teorema de Pitágoras, mas me interessa o “antes” e o “depois”.Clicando aqui, você lê o texto completo
– Você é uma mulher exuberante.
Ela mostrou seu rosto enfurecido:
– Se eu sou exuberante o problema é meu! A exuberância é minha!
– Calma, moça! Não confunda exuberante com ignorante. Eu quis dizer que você é charmosa.
Ela sorriu novamente:
– Ah, sim! Obrigada!
Percebi que estava perdendo o meu tempo. A Carla Perez pobre não fazia o meu tipo. Sua inteligência quase ausente era irritante demais. Não que eu fosse levar a G. B. R. (gata de baixa renda) ao motel pra inquiri-la acerca do Teorema de Pitágoras, mas me interessa o “antes” e o “depois”.Clicando aqui, você lê o texto completo


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Suas falas curtas e seus trejeitos discretos procrastinaram a percepção de uma excentricidade sutil em suas atitudes por parte dos colegas. Porém, a partir da terceira manifestação do prestigiado diretor de marketing, a condição estupefata nos semblantes dos executivos não podia mais ser disfarçada pelo controle para que os olhos não se mostrassem excessivamente arregalados.
As opiniões polêmicas dele divergiam muito de sua moderação característica de praxe. A novidade comportamental incomodava tanto pela extravagância como por destoar do conservadorismo do ambiente e das impressões saudáveis que os outros preservavam dele. Até o momento em que o supervisor de mídia não se conteve e, pela primeira vez, testemunhou-se ele sendo admoestado publicamente.
– Senhor, a revista Piacgazdaság carrega uma história de cento e vinte e oito anos. O senhor Polányi, caso estivesse vivo, jamais admitiria uma teoria nada ortodoxa como a que acaba de expor sobre o papel feminino no mercado de trabalho. Basta lembrarmos que a esposa do senhor Polányi, avó do atual presidente da empresa, que nesta mesa está presente, foi uma das primeiras mulheres de Budapeste a ocupar um cargo municipal importante.Clicando aqui, você lê o conto completo
As opiniões polêmicas dele divergiam muito de sua moderação característica de praxe. A novidade comportamental incomodava tanto pela extravagância como por destoar do conservadorismo do ambiente e das impressões saudáveis que os outros preservavam dele. Até o momento em que o supervisor de mídia não se conteve e, pela primeira vez, testemunhou-se ele sendo admoestado publicamente.
– Senhor, a revista Piacgazdaság carrega uma história de cento e vinte e oito anos. O senhor Polányi, caso estivesse vivo, jamais admitiria uma teoria nada ortodoxa como a que acaba de expor sobre o papel feminino no mercado de trabalho. Basta lembrarmos que a esposa do senhor Polányi, avó do atual presidente da empresa, que nesta mesa está presente, foi uma das primeiras mulheres de Budapeste a ocupar um cargo municipal importante.Clicando aqui, você lê o conto completo


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A Lua... ele adorava a Lua! Precocemente, leu Júlio Verne. Sua paixão era tamanha que ele acreditava irem as almas boas morar em seus furinhos. E com a luneta que ganhou do Papai Noel, aos oito anos de idade, em mil novecentos e oitenta e cinco, contemplou-a por muitas noites da segunda metade daquela finada década.
Entretanto, o instrumento científico apenas satisfez a sua filia poética, que era vasta, porém, não única. A criatividade dos joguetes engenhosos era irmã da arte de sonhar por intermédio dos versos.
E os disquinhos coloridos de estorinhas da Disney que soavam pelo autofalante da sua vitrolinha Philips amarela eram tão somente um tipo de aperitivo do mundo das peripécias emocionantes que exclusivamente divertiam e instigavam, mas – ele tinha lucidez – restringir-se a elas fazia o tira-gosto, sinônimo de aperitivo, de fato, ser concebido ao pé da letra, pois tirava o gosto fantástico dos estímulos geniais particulares, para o jovem, bem mais recreativos.
E, numa hora média de uma manhã de outono, durante o intervalo das aulas, caminhando pela zona proibida do amplo pátio do colégio em que estudava, avistou um terreno anexo à retaguarda da edificação.Clicando aqui, você lê o conto completo
Entretanto, o instrumento científico apenas satisfez a sua filia poética, que era vasta, porém, não única. A criatividade dos joguetes engenhosos era irmã da arte de sonhar por intermédio dos versos.
E os disquinhos coloridos de estorinhas da Disney que soavam pelo autofalante da sua vitrolinha Philips amarela eram tão somente um tipo de aperitivo do mundo das peripécias emocionantes que exclusivamente divertiam e instigavam, mas – ele tinha lucidez – restringir-se a elas fazia o tira-gosto, sinônimo de aperitivo, de fato, ser concebido ao pé da letra, pois tirava o gosto fantástico dos estímulos geniais particulares, para o jovem, bem mais recreativos.
E, numa hora média de uma manhã de outono, durante o intervalo das aulas, caminhando pela zona proibida do amplo pátio do colégio em que estudava, avistou um terreno anexo à retaguarda da edificação.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Minha mente era escrava
Da fantasia que eu mergulhava
Mas se você quiser que eu conte
Eu só lembro do horizonte
Horizonte que estava longe
Como o mundo está de um monge
Tão longe que nunca chegou
Por não ser como eu sou.Clicando aqui, você assiste ao vídeo-poesia
Da fantasia que eu mergulhava
Mas se você quiser que eu conte
Eu só lembro do horizonte
Horizonte que estava longe
Como o mundo está de um monge
Tão longe que nunca chegou
Por não ser como eu sou.Clicando aqui, você assiste ao vídeo-poesia


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Eu preparo o meu sal de fruta e ligo o rádio. Tem que ter estômago para ouvir esse cara. Os seus malabarismos verbais insultam a inteligência do público, mas ele fala com tanta segurança que muita gente é persuadida. Defensor das instituições legais, compara aprisionamento preventivo com cárcere perpétuo, servindo-se da premissa de que ambos não têm um prazo prévio estipulado e, por causa disto, agridem uma cláusula pétrea.
Eu também quero que a presunção de inocência prevaleça, mas sem chegar ao ponto de exigir demais da flexibilidade dos surrados tímpanos populares com analogias heterodoxas. Mas ele chama de ignorante quem se revolta com os habeas corpus concedidos a políticos corruptos. Seus argumentos são meras interpretações da lei e não verdades absolutas. Seriam ótimos se proferidos pelos advogados dos delinquentes de colarinho branco. E eu só quero que a justiça funcione e puna os infratores. Simples.
Os tecnólogos resolvem vários pepinos com uma singela chave de fenda. Creio que o mesmo instrumento não possa ser manuseado para reparar danos na política e na justiça porque eu sou um democrata. Penso que a tortura e a violência não sejam viáveis. Nem teoricamente, pois eu quero manter o nível do texto. E as contrariedades devem ser solucionadas de frente e não pela retaguarda. Nem mesmo pela retaguarda de um ministro do STF que me aborrece. Relaxem as suas fendas, senhores magistrados, pois não utilizarei a minha chave de fenda em vossas excelências.Clicando aqui, você lê o texto completo
Eu também quero que a presunção de inocência prevaleça, mas sem chegar ao ponto de exigir demais da flexibilidade dos surrados tímpanos populares com analogias heterodoxas. Mas ele chama de ignorante quem se revolta com os habeas corpus concedidos a políticos corruptos. Seus argumentos são meras interpretações da lei e não verdades absolutas. Seriam ótimos se proferidos pelos advogados dos delinquentes de colarinho branco. E eu só quero que a justiça funcione e puna os infratores. Simples.
Os tecnólogos resolvem vários pepinos com uma singela chave de fenda. Creio que o mesmo instrumento não possa ser manuseado para reparar danos na política e na justiça porque eu sou um democrata. Penso que a tortura e a violência não sejam viáveis. Nem teoricamente, pois eu quero manter o nível do texto. E as contrariedades devem ser solucionadas de frente e não pela retaguarda. Nem mesmo pela retaguarda de um ministro do STF que me aborrece. Relaxem as suas fendas, senhores magistrados, pois não utilizarei a minha chave de fenda em vossas excelências.Clicando aqui, você lê o texto completo


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Que droga! Detesto ir ao banco. Com toda a tecnologia de hoje e ainda há pepinos que não podem ser resolvidos pelo telefone ou pela internet. Dou graças por essa agência bancária ficar ao lado de uma livraria...
Larguei todos os meus livros na casa da Vanessa. Enquanto ela não quiser atender-me e todas as minhas tentativas de contato forem arremessadas pro diabo da caixa postal, eu não conseguirei pedir pra que os deixe na portaria do condomínio pra que eu passe lá e resgate-os. É uma boa oportunidade pra comprar livros fresquinhos com cheiro de tinta de impressora.
Perdi a minha namorada e todo o meu acervo literário – o último, temporariamente, assim espero – mas não perco o vício de tentar achar, tipografados, despejados em papéis que, um dia – assim como eu – ao pó irão retornar, ensinamentos da salvação, que me apontem rumos inexplorados pra redirecionar a minha dispersa existência na Terra.
Finjo não ter consciência de que a resposta está aqui mesmo, dentro de mim, bem na frente do meu nariz, e teimo em caçar doutrinas em calhamaços amarelentos e infectados com micróbios. É um método intelectualoide pra ser medíocre como qualquer outro mortal, porém mascarado, escondido atrás de volumes de páginas empoeirados. Por isto, eu sinto mais a falta dos meus livros do que da Vanessa.Clicando aqui, você lê o texto completo
Larguei todos os meus livros na casa da Vanessa. Enquanto ela não quiser atender-me e todas as minhas tentativas de contato forem arremessadas pro diabo da caixa postal, eu não conseguirei pedir pra que os deixe na portaria do condomínio pra que eu passe lá e resgate-os. É uma boa oportunidade pra comprar livros fresquinhos com cheiro de tinta de impressora.
Perdi a minha namorada e todo o meu acervo literário – o último, temporariamente, assim espero – mas não perco o vício de tentar achar, tipografados, despejados em papéis que, um dia – assim como eu – ao pó irão retornar, ensinamentos da salvação, que me apontem rumos inexplorados pra redirecionar a minha dispersa existência na Terra.
Finjo não ter consciência de que a resposta está aqui mesmo, dentro de mim, bem na frente do meu nariz, e teimo em caçar doutrinas em calhamaços amarelentos e infectados com micróbios. É um método intelectualoide pra ser medíocre como qualquer outro mortal, porém mascarado, escondido atrás de volumes de páginas empoeirados. Por isto, eu sinto mais a falta dos meus livros do que da Vanessa.Clicando aqui, você lê o texto completo





