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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Cansou de dançar ciranda
E resolveu montar uma banda
Comprou uma bateria
E aprendeu como se batia.

Arrumou uma mina
Abandonou o banheiro
Dizia ser sua sina
Ter virado maconheiro.
(Trecho do filme "Abram os ouvidos, o baterista sumiu")
Clicando aqui, você assiste ao filme
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Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.

Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.

Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.

Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.

Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.

Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Numa tarde do ano de dois mil e onze, dei-me conta de que o telefone da sala da minha casa estava quebrado, como se espera de um telefone sem fio, que, geralmente, possui uma vida útil curta.

Conectei-me à internet e, num site de comparação de preços, comecei a pesquisar por "telefone sem fio". Encontrei um telefone muito barato, que custava menos de trinta reais! É claro que optei por ele.

Caso o aparelho fosse uma porcaria e durasse somente alguns meses, mesmo assim, eu já sairia no lucro. Só estranhei a caixa do produto: a imagem ilustrativa era um pirata. Ignorei a esquisitice, taquei o meu cartão de crédito lá, digitei os números e mandei ver na compra.

Transcorrida uma semana, o zelador do prédio interfonou pro meu apartamento, informando-me que, na portaria, havia um sedex pra mim.

Desci até lá, peguei a correspondência e retornei. Abri o envelope e… opa! Que merda é essa? Um livro?
(Trecho da crônica para rádio "Ela não gosta de mim... mas é porque eu sou burro")
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Não foi necessário um transcurso significativo de semanas para que o homem da jogatina intelectiva, como ficou popularizado nos círculos publicitários daquele país e também da Austrália, começasse a entesourar uma soma invejável de bens provenientes dos lucros obtidos com as vendas da coleção de cartões temáticos jogáveis.

Valendo-se do crescente produto interno bruto neozelandês e da respectiva prosperidade econômica da nação insular, ele comprou uma fazenda de ovelhas à beira do lago Wakatipu. A vida tornou-se tranquila, com conforto e reconhecimento.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Políticos ladrões são facilmente digeridos pelo aparelho digestivo dos brasileiros, mas arrogância não!

A arrogância estraga tudo. Pode levar a minha carteira, mas não olhe no fundo dos meus olhos e me diga que és um excelente trombadinha. Isso ninguém admite.

Até os artistas brilhantes e as mentes acima da média perdem o encanto quando um homem deixa a altivez do ego subir à cabeça e emite, desdenhosamente, aquele sorrisinho soberbo. Ninguém suporta.

Vicente Viscome fez isto. Após conseguirem, heroicamente, barrar mais uma abertura da CPI da máfia dos fiscais, todos os malandros vereadores quedaram-se humildes, menos o senhor Vicente Viscome, que começou a gargalhar adoidado e fazer gestos obscenos no meio do plenário.

Aquela imagem foi exaustivamente reprisada em câmera lenta e o paulistano médio ficou com sangue no zóio.Clicando aqui, você ouve a crônica
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O segundo palestrante, biólogo atuante no Greenpeace, foi bem mais moderado. Consentiu alguns tópicos evidenciados pelo precoce colega, mas salientou que deveria ser aplicado um policiamento geoclimático para impedir que a ganância do setor industrial ameaçasse a natureza no que tange a poluição.

O discursista seguinte, um aposentado doutor em geoclimatologia, fez questão de enfatizar a sua longa experiência na profissão para divergir de seus pares, mostrando-se tranquilo em relação à atualidade e reticente quanto ao futuro.

E, para encerrar a solenidade, foi ao púlpito um sábio senhor que aparentava ter mais ou menos oitenta anos. Diferentemente dos demais, não expôs uma única vertente e nem salvaguardou uma opinião, apenas esclareceu os elementos, conjecturou e, humildemente, delineou uma gama de hipóteses.

Creio que ninguém mais naquele recinto olhou para os experts na mesma condição que eu. Pelas reações fisionômicas dos espectadores, deu para perceber que cada um dos quatro conferencistas tinha os seus adeptos. Já eu concordei com todos. Todos estavam certos, se observados pelo ângulo do contexto que se propunham.Clicando aqui, você ouve a crônica