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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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E, de 1989 até aqui, muitos "papais noéis" visitaram-me. Nem sempre fui destemido e tive a bravura de pedir o que a minha alma clamava. Assim como os ciclos de doze meses repetem-se perpetuamente, alternam-se também as baterias sequenciais de audácia e covardia.

O Pogobol de 1988 nunca mais fora reposto e o skate de 1989 eu mal aprendera a usar. Ele apenas serviu para descer algumas ladeiras, sem que as manobras específicas daquele entretenimento fossem por certo aprendidas. Rapidamente esquecido, fora depositado no fundo do porão.

O gravador de 1983 durou bem mais. Nele, registrei os meus sonhos, contei piadas e cantei músicas que compus. A despeito das fitas terem sido perdidas e do aparelho ter-se depreciado com o castigo imposto pelo tempo, ele foi o meu companheiro de devaneios pelo prazo que lhe coube.

Agora, aproximando-me do meu quadragésimo natal, se eu não tomar as devidas precauções, pedirei outro skate, pois nem sempre é fácil convencer a mim próprio que o que existe somente no meu interior e não encontra par no plano externo é aquilo que me faz feliz de fato.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Por mais desconfortável que fosse por tirar-me da calmaria de mais um crepúsculo, eu preferi ficar com o queimor nos olhos. O máximo que me permiti fazer foi pensar num poema para tentar dialogar com aquele solavanco avassalador que cutucava as minhas entranhas.

Se a borboleta é bela, por que causa dor? Se causa dor, por que é bela a borboleta? Às vezes, penso que o bonito cause dor por evidenciar as lacunas de beleza que edificamos em nosso passado. Dói admitir que perdemos boa parcela do nosso escasso tempo com pensamentos feios. Dói saber que o preclaro estava ao nosso alcance e, por vacilo, não o tocamos.
Trecho do texto "Todas as cores lembram-me dos seus versos"
Clicando aqui, você lê o texto completo
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Quase chegando ao banco, passo pela porta da livraria.

– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.

Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.

– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.

Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Nada vai mudar
As leis do Talião
Eu vou ter que cegar
A sua visão.

Olho por olho
Dente por dente
Eu que escolho
Meu oponente.Clicando aqui, você ouve a música
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Presumi que ela entendeu o que eu disse como um elogio, pois estampou um sorriso animado e agradeceu. Calculei que, despretensiosamente, havia-me dado bem e dei sequência:

– Você é uma mulher exuberante.

Ela mostrou seu rosto enfurecido:

– Se eu sou exuberante o problema é meu! A exuberância é minha!

– Calma, moça! Não confunda exuberante com ignorante. Eu quis dizer que você é charmosa.

Ela sorriu novamente:

– Ah, sim! Obrigada!

Percebi que estava perdendo o meu tempo. A Carla Perez pobre não fazia o meu tipo. Sua inteligência quase ausente era irritante demais. Não que eu fosse levar a G. B. R. (gata de baixa renda) ao motel pra inquiri-la acerca do Teorema de Pitágoras, mas me interessa o “antes” e o “depois”.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Vagarosos são os passos
Já fumei mais de dois maços
Envenenando todo o meu ser
Até a alma, não quero crer.

Não creio
Abomino
Que encontrei o
Meu destino.

O meu destino
Eu mesmo invento
Desatino
Acrescento:Clicando aqui, você ouve a música