Biscoito da Sorte
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Vinte minutos era o tempo restante entre a mordida que eu dava naquele sanduíche de rodoviária e o momento indicado pelos algarismos arábicos impressos no bilhete de passagem enfiado no bolso da minha calça.
A quantidade de vidas e histórias que circularam naquele ambiente no qual não havia nenhuma definição certa de área de interesse inquietava-me quanto mais eu brincava de devanear acerca disto. E a aflição era acrescida de demência se o intervalo periódico fosse expandido pela minha imaginação retardada.
Algumas pessoas que ocuparam aquele mesmo espaço muito antes deste que vos fala já estavam pra lá de Bagdá e outras nem existiam mais. Gente que bateu as botas e gente que foi pra casa do... pipi. Mas de que adianta abrir o leque dos anos se o que me convém são os vinte minutos que me cabem? Vinte, não, porque, depois deste passeio inútil que os meus neurônios vagabundos deram entre o córtex pré-frontal e o sistema límbico, só me sobram dezesseis e uns tique-taques.
A quantidade de vidas e histórias que circularam naquele ambiente no qual não havia nenhuma definição certa de área de interesse inquietava-me quanto mais eu brincava de devanear acerca disto. E a aflição era acrescida de demência se o intervalo periódico fosse expandido pela minha imaginação retardada.
Algumas pessoas que ocuparam aquele mesmo espaço muito antes deste que vos fala já estavam pra lá de Bagdá e outras nem existiam mais. Gente que bateu as botas e gente que foi pra casa do... pipi. Mas de que adianta abrir o leque dos anos se o que me convém são os vinte minutos que me cabem? Vinte, não, porque, depois deste passeio inútil que os meus neurônios vagabundos deram entre o córtex pré-frontal e o sistema límbico, só me sobram dezesseis e uns tique-taques.
(Trecho da crônica "Enterrem o meu ego numa urna de safira")
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De acordo com a minha cabeça inocente, quanto mais longevidade o ser humano tivesse, mais deveríamos prestar atenção nele para abstrairmos suas ricas experiências e aprendermos sábias lições que aplicaríamos no defluxo de toda a nossa prática existencial.
Depois de tantos calendários trocados na parede da cozinha, eu penso:
"Caramba, cara! Você tinha dezoito anos ou cinco?".
"Você já era bem grandinho para ter uma visão ilusória desse jeito. Nunca ouvira falar em corrupção, por exemplo?".
"E você não era uma menininha para enxergar o universo tão cor-de-rosa assim!".
Claro que eu era consciente de que pelas ruas trafegavam ladrões, tarados e gente mau caráter de qualquer ordem, mas eu interpretava isto como um macrocosmo paralelo, algo deste tipo.Clicando aqui, você lê o texto completo
Depois de tantos calendários trocados na parede da cozinha, eu penso:
"Caramba, cara! Você tinha dezoito anos ou cinco?".
"Você já era bem grandinho para ter uma visão ilusória desse jeito. Nunca ouvira falar em corrupção, por exemplo?".
"E você não era uma menininha para enxergar o universo tão cor-de-rosa assim!".
Claro que eu era consciente de que pelas ruas trafegavam ladrões, tarados e gente mau caráter de qualquer ordem, mas eu interpretava isto como um macrocosmo paralelo, algo deste tipo.Clicando aqui, você lê o texto completo


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Mas alguma coisa vai chegar
São tantas frutas no pomar
Papilas gustativas
Possuem tantas alternativas.
Vou degustar você
Eu vou te surpreender
O mito é de Platão
Cavernas são do coração.Clicando aqui, você assiste ao filme
São tantas frutas no pomar
Papilas gustativas
Possuem tantas alternativas.
Vou degustar você
Eu vou te surpreender
O mito é de Platão
Cavernas são do coração.Clicando aqui, você assiste ao filme


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Minha ansiedade foi, finalmente, satisfeita. Numa cadeira de rodas disposta num canto escuro da sala, estava o homem que, segundo a matéria do jornal, havia conversado pessoalmente com a princesa Isabel.
Eu esperava vê-lo tomando um solzinho naquele dia em que não havia nenhuma nuvem num maravilhoso céu azul de maio, mas a minha empolgação era imensa e não dei muito valor à circunstância inusitada.
Começamos o diálogo com a arca de vivência em carne e osso.
Meu amigo, a namorada dele e eu cumprimentamos o idoso.
Mais do que depressa, eu me adiantei e fui perguntando:
– O que o senhor tem pra ensinar pra gente?
Olhando para o chão, o homem mais velho do mundo respondeu...Clicando aqui, você lê o texto completo
Eu esperava vê-lo tomando um solzinho naquele dia em que não havia nenhuma nuvem num maravilhoso céu azul de maio, mas a minha empolgação era imensa e não dei muito valor à circunstância inusitada.
Começamos o diálogo com a arca de vivência em carne e osso.
Meu amigo, a namorada dele e eu cumprimentamos o idoso.
Mais do que depressa, eu me adiantei e fui perguntando:
– O que o senhor tem pra ensinar pra gente?
Olhando para o chão, o homem mais velho do mundo respondeu...Clicando aqui, você lê o texto completo


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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".
Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica


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Numa caravela esbelta
Na praça de celta
Chegou Portugal
Lusitanos gritando em couro
Nóis queremo ouro
Mas que povo mau
Na praça de celta
Chegou Portugal
Lusitanos gritando em couro
Nóis queremo ouro
Mas que povo mau
(Trecho da letra de música didática "A expansão ultramarina portuguesa")
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