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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".

Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
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Dia já raiou
Olhos abrem
Levanto ou...
Nunca se sabe.

Estico as pernas, então
Cavernas no meu coração
(Trecho de uma das letras de música de Marcelo Garbine gravada pela Banda Lyra Azul)
Clicando aqui, você ouve as três músicas na sequência
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O desprezo pelo humilde cliente era escancarado. O operador de máquinas, seu Ayrton, havia-se sentido ofendido pelo patrão, que estabelecera a rotina de revista dos empregados, todos os dias, ao fim do expediente.

Fatigado por falar de trabalho durante o desjejum, o causídico mais velho, que, ao contrário do estreante colega, já estava farto de aplausos de leigos, cortou o assunto, alegando que existiam prosas mais notórias a serem desfrutadas por dois intelectuais, sugerindo que o assunto em voga passasse a ser a repercussão da estatização de duas refinarias da Petrobrás por Evo Morales, tão explorado à exaustão naquele finado ano de 2007.

O macróbio senhor dos códigos jurídicos introduziu o novo discurso com o prólogo no qual ressaltava a superioridade de importância dos debates relevantes pra conjuntura política nacional em relação ao indigno seu Ayrton, seu cliente operário. Bom, talvez, aos doutos olhos, o seu Ayrton seja mesmo apenas um ínfimo décimo da escória dos esgotos do mais decadente bairro do subúrbio do Congo, porém, em sua carteira de clientes, havia algumas dúzias de “seus ayrtons”, que estavam pagando o cafezinho. Isto, por si só, pode parecer clichê. Pois, então, meu caro Leitor exigente, vamos alavancar o nível do nosso bate-papo (muito confortável pra mim, afinal somente eu falo).Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Sou malandro do bem
Vivo em paz, vivo zen
Sempre penso além
Amém, oxalá.

Sai pra lá todo mal
Etcétera e tal
Vou subir um degrau
Pra poder cantar.

A verdadeira malandragem é pensar
Que se faz hoje e amanhã receberá.

Sou do tipo cara esperto
Que só faz o que é certo
Com nome a zelar.

E recebo a recompensa
Bons amigos, vida intensa
E o amanhã virá...Clicando aqui, você lê a letra de música completa
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Políticos ladrões são facilmente digeridos pelo aparelho digestivo dos brasileiros, mas arrogância não!

A arrogância estraga tudo. Pode levar a minha carteira, mas não olhe no fundo dos meus olhos e me diga que és um excelente trombadinha. Isso ninguém admite.

Até os artistas brilhantes e as mentes acima da média perdem o encanto quando um homem deixa a altivez do ego subir à cabeça e emite, desdenhosamente, aquele sorrisinho soberbo. Ninguém suporta.

Vicente Viscome fez isto. Após conseguirem, heroicamente, barrar mais uma abertura da CPI da máfia dos fiscais, todos os malandros vereadores quedaram-se humildes, menos o senhor Vicente Viscome, que começou a gargalhar adoidado e fazer gestos obscenos no meio do plenário.

Aquela imagem foi exaustivamente reprisada em câmera lenta e o paulistano médio ficou com sangue no zóio.Clicando aqui, você ouve a crônica
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Não havendo nenhum outro carro na estrada, o caminho parecia estar aberto. Se num passado próximo ainda era hora de plantar as sementinhas da esperança, chegara o tempo da colheita. Todos os sonhos de menino concretizavam-se como num passe de mágica. Pra bater aquela adrenalina prazerosa de uma sensação única que nunca mais seria repetida, durante as décadas em que ele permaneceria neste mundo, faltava apenas aumentar o volume do rádio e olhar pro sol, enquanto dirigia, rumo à Herzlia.


Notaram-no, afinal. Que o rapaz era um exímio roteirista, os amigos já bradaram à exaustão, fazendo-o decorar. Porém, como ele costumava falar - quase num tom de autoconsolo - "ninguém é bom até que digam que é bom". E só diz quem é ouvido. E só é ouvido quem tem credibilidade. E esse dia chegou: um respeitável diretor do círculo cinematográfico dissera que ele é bom.
(Trecho do conto "O velho do asfalto")
Clicando aqui, você lê o texto completo