Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Ao coletar os dados iniciais e examinar as informações, detectou que estava pisando em terreno movediço. A companhia turística era gerenciada pela máfia, que perpetrava o seu péssimo procedimento de assassinar os seus concorrentes. Como os seus traços de personalidade eram avessos a pressuposições, não computou nenhum cálculo antes de mergulhar de cabeça no reverso e defrontar-se com as circunstâncias concretas da trama. Sua assistente agendou seu encontro com o senhor Balázs. Quando estacionou o seu automóvel no pátio da empresa Utazás, ficou deslumbrado com tamanha ostentação. O acesso aos corredores que levavam à sala de imprensa era forrado com um tapete persa e totalmente revestido com pastilhas de mármore confeccionadas artesanalmente sob medida.
Ao contrário do que idealizara, o senhor Balázs não o aguardava num espaço propício para conferências. O diálogo ocorreu no camarote supradisposto de um auditório de teatro. Balázs gostava mesmo de exibir seu luxo. No palco, uma encenação de dança erudita era representada. A música, de tão agradável, não era empecilho para a conversa. E os gestos leves dos dançarinos davam o tom pacato para que as interlocuções acontecessem com amenidade. A lonjura considerável daquela instalação da plateia para o cenário também cooperava com a privacidade dos dois.Clicando aqui, você lê o conto completo
Ao contrário do que idealizara, o senhor Balázs não o aguardava num espaço propício para conferências. O diálogo ocorreu no camarote supradisposto de um auditório de teatro. Balázs gostava mesmo de exibir seu luxo. No palco, uma encenação de dança erudita era representada. A música, de tão agradável, não era empecilho para a conversa. E os gestos leves dos dançarinos davam o tom pacato para que as interlocuções acontecessem com amenidade. A lonjura considerável daquela instalação da plateia para o cenário também cooperava com a privacidade dos dois.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Era dois mil e três
Um ano em que as leis
De uma vez mudou.
Era um dia cinzento
Que eu gritava: "eu não aguento
Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa
Um ano em que as leis
De uma vez mudou.
Era um dia cinzento
Que eu gritava: "eu não aguento
Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa


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Quase chegando ao banco, passo pela porta da livraria.
– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.
Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.
– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.
Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica
– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.
Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.
– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.
Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica


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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".
Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica


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Não tardou a identificar o ritmo alegre da Csárdás. Cerca de duas centenas de passos foram o bastante para ter a convicção de que o instrumento reproduzia o andamento sonoro do bailado folclórico de seu país. Desde o início de seu namoro com Boglárka, adaptara-se com a cultura tradicional. A moça era uma exímia bailarina.
As práticas advindas da predileção dele pela religiosidade oriental auxiliaram-no a harmonizar-se com o sexo oposto. No princípio da puberdade, a meditação e a busca do equilíbrio interior transformou-o num homem benevolente que logrou sucesso ao perdoar a cumplicidade de sua progenitora, amaciando o rancor que, até então, carregara. Uma barreira rompeu-se para que o jovem entregasse o seu coração para uma mulher, a despeito da fúria originada pela figura materna. A ojeriza quedou-se alojada em seu subconsciente.
A extroversão da bailarina era discrepante comparada à quietude dele. Afeita a festas, a menina dava o colorido que a mansidão dele pedia em contrapartida. O casamento já tinha data marcada. Boglárka mudar-se-ia para o seu apartamento. Ele já o havia reformado. A pintura deu o toque final do acabamento.Clicando aqui, você lê o conto completo
As práticas advindas da predileção dele pela religiosidade oriental auxiliaram-no a harmonizar-se com o sexo oposto. No princípio da puberdade, a meditação e a busca do equilíbrio interior transformou-o num homem benevolente que logrou sucesso ao perdoar a cumplicidade de sua progenitora, amaciando o rancor que, até então, carregara. Uma barreira rompeu-se para que o jovem entregasse o seu coração para uma mulher, a despeito da fúria originada pela figura materna. A ojeriza quedou-se alojada em seu subconsciente.
A extroversão da bailarina era discrepante comparada à quietude dele. Afeita a festas, a menina dava o colorido que a mansidão dele pedia em contrapartida. O casamento já tinha data marcada. Boglárka mudar-se-ia para o seu apartamento. Ele já o havia reformado. A pintura deu o toque final do acabamento.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Está certo que, cinco anos antes, em 1980, quando eu contava apenas três aninhos, havia ganho um brinquedo Mini Cine da Estrela, num concurso infantil de fim de ano no qual fora proposto que delineássemos ilustrações natalinas. Nesta ocasião, o meu trabalho ficou longe das melhores classificações, cabendo a mim somente esta prenda destinada a candidatinhos medianos. Entretanto, eu ganhei enquanto aos priminhos meus que se expressavam bem com canetinhas coloridas coube, como brinde, um desenxabido cinto, digo, sinto... sinto muito.
Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo
Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo





