Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Quase chegando ao banco, passo pela porta da livraria.
– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.
Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.
– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.
Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica
– Moça, tem livro do Donald Trump? – indago à balconista loira.
Ela digita no sistema de busca apenas a palavra que conhece a grafia, que, obviamente, é a primeira. Nos resultados, somente links pra Pato Donald.
– O livro que você procura é da Disney, moço? – interrogou-me, quase zurrando.
Oh, dúvida, cruel! Tenho de responder em conformidade com o meu desejo ou empenhar-me pra ser simpático? Saco preso na gaveta dói menos...
Esquece o Trump. Nunca aprenderei a ficar milionário lendo as teorias dele. Só vou ajudá-lo a enriquecer mais.Clicando aqui, você ouve a crônica


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Por mais desconfortável que fosse por tirar-me da calmaria de mais um crepúsculo, eu preferi ficar com o queimor nos olhos. O máximo que me permiti fazer foi pensar num poema para tentar dialogar com aquele solavanco avassalador que cutucava as minhas entranhas.
Se a borboleta é bela, por que causa dor? Se causa dor, por que é bela a borboleta? Às vezes, penso que o bonito cause dor por evidenciar as lacunas de beleza que edificamos em nosso passado. Dói admitir que perdemos boa parcela do nosso escasso tempo com pensamentos feios. Dói saber que o preclaro estava ao nosso alcance e, por vacilo, não o tocamos.
Se a borboleta é bela, por que causa dor? Se causa dor, por que é bela a borboleta? Às vezes, penso que o bonito cause dor por evidenciar as lacunas de beleza que edificamos em nosso passado. Dói admitir que perdemos boa parcela do nosso escasso tempo com pensamentos feios. Dói saber que o preclaro estava ao nosso alcance e, por vacilo, não o tocamos.
Trecho do texto "Todas as cores lembram-me dos seus versos"
Clicando aqui, você lê o texto completo

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Rosto gostoso de enxergar
Gosto relvoso no sonar
Detectei sua voz na multidão
Semblante ímpar, dentre mais de um milhão.
Quem tá na minha frente é você
Arregalo os olhos pra crer
Que é mesmo forte luz do clarão: raio
Desmaiar de uma louca emoção: caio.
Quando você vai voltar? Maio
Duas letras pra pegar: A e O
A de amor num bonito mar que espraio
O de ouvir no sonar: "Já chego aí, o!"
Gosto relvoso no sonar
Detectei sua voz na multidão
Semblante ímpar, dentre mais de um milhão.
Quem tá na minha frente é você
Arregalo os olhos pra crer
Que é mesmo forte luz do clarão: raio
Desmaiar de uma louca emoção: caio.
Quando você vai voltar? Maio
Duas letras pra pegar: A e O
A de amor num bonito mar que espraio
O de ouvir no sonar: "Já chego aí, o!"
(Trecho da transcrição da fala do filme "Quando maio chegar...")
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No domingo seguinte, fui à igreja com a minha avó, que era uma católica fervorosa.
Vi uma velhinha ajoelhando-se na frente da imagem de uma santa e fazendo uma promessa.
Aí, pensei: "Será que esse negócio dá certo mesmo?".
Olhei pra cara da santa e decidi fazer a minha promessa também, mas não fui com a cara dela. Também não gostei da imagem do santo do lado... Tinha uma cara de bocó...
Achei melhor procurar um santo que tivesse mais a ver comigo. Como eu usava óculos, fui atrás de um santo de óculos. Não encontrei nenhum e voltei pra casa cabisbaixo.
Vi uma velhinha ajoelhando-se na frente da imagem de uma santa e fazendo uma promessa.
Aí, pensei: "Será que esse negócio dá certo mesmo?".
Olhei pra cara da santa e decidi fazer a minha promessa também, mas não fui com a cara dela. Também não gostei da imagem do santo do lado... Tinha uma cara de bocó...
Achei melhor procurar um santo que tivesse mais a ver comigo. Como eu usava óculos, fui atrás de um santo de óculos. Não encontrei nenhum e voltei pra casa cabisbaixo.
(Trecho da crônica para rádio "O diabo vai chegar numa Brasília verde")
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Somente a última gaveta da dispensa ainda não fora averiguada. Nela, nada mais havia do que um saco de papéis. Padre Artelírio, então, iniciou a sua derradeira empreitada da exploração. Qual não foi a sua surpresa com o achado... Sui generis dobrado entre várias folhas sulfite, ímpar manuscrito no meio de numerosos datilografados, lá estava o bilhete que dera origem ao desfecho de sua vida!
A dona daquela caligrafia era uma moça que o padre nunca vira. Há exatos cinquenta e oito anos, recebera a folha de caderno. Tão precisas eram as palavras que a ele dúvidas não restaram. Óbvio era-lhe tratar-se de uma ordem divina que o direcionava ao caminho do seminário. "Coincidências não existem" - pensava ele - "muito menos quando a precisão milimétrica é característica em cada fragmento".
Entretanto os seus dias celibatários findavam e o homem santo necessitava lançar mão de uma retrospectiva, escrever a sua biografia, para que tudo fizesse sentido, como desejam todos os mortais dotados de consciência. E a pesquisa sempre é pré-requisito de quaisquer romances, muito mais quando o objeto relatado é uma vivência com tamanha devoção, fruto de conclusões espiritualistas cabais que culminaram na mais cristalina certeza da existência de Deus e de que a razão da sua estadia neste mundo era fazer a vontade deste Criador.Clicando aqui, você lê o conto completo
A dona daquela caligrafia era uma moça que o padre nunca vira. Há exatos cinquenta e oito anos, recebera a folha de caderno. Tão precisas eram as palavras que a ele dúvidas não restaram. Óbvio era-lhe tratar-se de uma ordem divina que o direcionava ao caminho do seminário. "Coincidências não existem" - pensava ele - "muito menos quando a precisão milimétrica é característica em cada fragmento".
Entretanto os seus dias celibatários findavam e o homem santo necessitava lançar mão de uma retrospectiva, escrever a sua biografia, para que tudo fizesse sentido, como desejam todos os mortais dotados de consciência. E a pesquisa sempre é pré-requisito de quaisquer romances, muito mais quando o objeto relatado é uma vivência com tamanha devoção, fruto de conclusões espiritualistas cabais que culminaram na mais cristalina certeza da existência de Deus e de que a razão da sua estadia neste mundo era fazer a vontade deste Criador.Clicando aqui, você lê o conto completo


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Mas alguma coisa vai chegar
São tantas frutas no pomar
Papilas gustativas
Possuem tantas alternativas.
Vou degustar você
Eu vou te surpreender
O mito é de Platão
Cavernas são do coração.Clicando aqui, você assiste ao filme
São tantas frutas no pomar
Papilas gustativas
Possuem tantas alternativas.
Vou degustar você
Eu vou te surpreender
O mito é de Platão
Cavernas são do coração.Clicando aqui, você assiste ao filme





