FacebookTwitterGoogle+Linkedin
Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
X
E, como prometi pra mim mesmo, não mais reservaria à vulva um lugar no auge das minhas cobiças. Portanto, não poderia fazer um sacrifício tão grande assim por uma.

– Moça, este estabelecimento tem muita sorte por tê-la como vendedora devido à sua suprema sapiência, mas não vou mais querer o livro. Muito obrigado.

Parafraseando Raul Seixas, saí pela tangente, disfarçando uma possível estupidez. Ao retirar-me do recinto, observei que a sumidade abandonara, em cima do balcão, uma revista Caras. De maneira evidente, era um objeto pessoal dela, pois a loja não comercializava esses excrementos.

Contudo, lembrei-me de que não havia feito ainda a minha boa ação do dia, então surrupiei aquele exemplar erudito com o intuito de fazer um favor pra beldade. Senti-me como se estivesse tirando um doce de um diabético ou uma arma de perto de um suicida. Enrolei a réstia e envolvi-a em minha axila esquerda. Aí sim, logrei êxito em sair satisfeito daquele prédio comercial, que estava precisando tomar um pouquinho mais de cuidado nas entrevistas de contratação de seus funcionários.
(Trecho da crônica para rádio "Sexo ou livro? Eis a questão...")
Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
X
Peguei o bandejão, servi-me de suco, bife, batata frita e sobremesa, dispensando os gosmentos feijão e arroz, e sentei-me junto às demais crianças.

Não foi surpresa nenhuma ver a menina da cadeira vizinha levantando-se e mudando-se de lugar. Isso acontecia sempre. Eu só não esperava que a professora, que observava tudo à distância, interviria, tentando impedir que a Nicole concluísse o seu ato escancarado de discriminação explícita.

– Perto desse filho do diabo eu não sento, tia. Eu rezo todas as noites pra ele morrer – esclareceu convincentemente a amável coleguinha.

Estava justificadíssimo!

A professora olhou pra mim, olhou pras crianças, alimentou uma fisionomia de dúvida por alguns instantes, abriu a boca e elevou o dedo indicador em riste como se fosse dizer algo semelhante a um discurso de um Martin Luther King que defende os brancos pobres que vão pra escola numa Brasília verde e interpretam esquizofrênicos que apedrejam igrejas, entretanto… baixou o dedo, arriou os olhos e disse:

– Tá bom, Nicole.Clicando aqui, você lê o texto completo
X
Esse negócio de ficar pensando bastante, mergulhado no meu mundo introspectivo, custa-me um preço exorbitante. Pouco tempo sobra-me pra executar as tarefas básicas do dia a dia, como: manter minha casa limpa, beber uma cerveja, cumprimentar o vizinho e tomar banho.

Enquanto me trocava pra ir dar uma palestra, notei que não havia uma maldita cueca limpa na gaveta. Meu lar é escuro, pois as lâmpadas queimadas não são substituídas. Comumente, praguejo, sentado no vaso sanitário, surpreendido pelo fim do estoque de rolos de papel higiênico. Uma voraz reflexão toma conta de todo o meu ser: se Deus foi deveras caprichoso a ponto de ter arquitetado um corpo humano tão perfeito, por que raios não se esmerou um pouquinho mais e deu-nos um intestino capaz de produzir fezes com uma consistência maior, excrementos emborrachados, pra não esparramar sujeira?Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
X
Ele foi capturado na saída da faculdade, encapuzado e levado para os porões do DOPS.
Interrogado por dois milicos, o professor começou a ficar nervosinho.

Percebendo que haviam cometido um engano, propuseram soltar o docente e lhe dar o dinheiro para o táxi, mas Ruy K. não aceitou a oferta e, batendo perninha, fez os dois homens levá-lo até a casa dele. Após os pedidos de desculpas, despediram-se dele.

Mas K. objetou e obrigou os valentes belicosos a adentrarem sua residência e explicarem tudo à sua esposa, que jamais acreditaria se a história fosse por ele contada.

É… é uma historinha interessante e seria mais interessante ainda se Ruy a tivesse contado apenas uma vez, mas aquele velho gagá contava as mesmas histórias todas as aulas.
O conteúdo programático que se danasse.Clicando aqui, você lê o texto completo
X
E agora o que me resta
É ver justiça no país meu
E numa cela fria
O Lula junto com o Zé Dirceu!


A Dilma cai, democracia vence!
PT se vai, democracia vence!
E pro PT
Um roubo a mais não faz mal.Clicando aqui, você ouve a música
X
Sofrimento foi extirpado
Sem vinte nem trinta
Ela cortou com machado
Pra que não se sinta.

Dores que não latejaram
Anos não foram vividos
Namorados não a abandonaram
Não houve gemidos.

Hipócritas em salas com cofres:
“Ela era tão jovem”
O que está morto não sofre
Simples assim: dissolvem.
(Trecho da transcrição da fala de um dos filmes de Marcelo Garbine exibido na Décima Primeira Virada Cultural de São Paulo – Edição 2015)
Clicando aqui, você assiste ao vídeo da sessão de filmes de Marcelo Garbine na Virada Cultural