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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Quer beber água quem comeu sal
Já lancei uma pá de cal.

Sobre tudo o que passou
Meu time nunca marcou gol
Não tenho time nem guarda-sol
Odeio crimes e futebol.
(Trecho da letra da música "Cavernas do Coração")
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– Pra falar a verdade, até que eu acho os livros de autoajuda uma boa. De repente, se a pessoa não tem dinheiro pra pagar uma psicóloga e não tem com quem conversar… a autoajuda pode estar ajudando.

– Eu li alguns livros que ensinam a arte de enriquecer e consegui amealhar cem mil reais, em dois anos, aplicando na bolsa de valores.

– Ah, isso funciona mesmo. Sempre que a minha mulher enche o meu saco, dizendo que está com dor de cabeça, eu dou uma pílula de farinha pra ela e ela fala que está bem melhor.

– Geralmente, as coisas estão na frente do nosso nariz e não a percebemos. Alguns profissionais escrevem livros para ajudar-nos a ver isso.

– Está certo. Sua riqueza existe, mas está no mundo espiritual, por enquanto. É isso que os autores do livro ajudaram você a perceber?

– Há muito o que se refletir sobre suas palavras, seu Vitório. Vou pensar nisso, hoje, enquanto estiver tomando banho.

– Você toma banho?Clicando aqui, você ouve a crônica
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Ao coletar os dados iniciais e examinar as informações, detectou que estava pisando em terreno movediço. A companhia turística era gerenciada pela máfia, que perpetrava o seu péssimo procedimento de assassinar os seus concorrentes. Como os seus traços de personalidade eram avessos a pressuposições, não computou nenhum cálculo antes de mergulhar de cabeça no reverso e defrontar-se com as circunstâncias concretas da trama. Sua assistente agendou seu encontro com o senhor Balázs. Quando estacionou o seu automóvel no pátio da empresa Utazás, ficou deslumbrado com tamanha ostentação. O acesso aos corredores que levavam à sala de imprensa era forrado com um tapete persa e totalmente revestido com pastilhas de mármore confeccionadas artesanalmente sob medida.

Ao contrário do que idealizara, o senhor Balázs não o aguardava num espaço propício para conferências. O diálogo ocorreu no camarote supradisposto de um auditório de teatro. Balázs gostava mesmo de exibir seu luxo. No palco, uma encenação de dança erudita era representada. A música, de tão agradável, não era empecilho para a conversa. E os gestos leves dos dançarinos davam o tom pacato para que as interlocuções acontecessem com amenidade. A lonjura considerável daquela instalação da plateia para o cenário também cooperava com a privacidade dos dois.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Quando atravessou a barreira metálica que separava o astro do planeta Terra, a trilha sonora de John Williams ressoou em sua cabeça. Nestes dias calmos, ele não brincava com as outras crianças. Distraía-se sozinho, idealizando fantasias que cultivava a partir de desenhos animados que vira no velho televisor Sanyo. Os desenlaces arquitetados na sua mente davam desfechos novos para os entretenimentos ingênuos.

Eventualmente, todavia, embrenhava-se de modo exótico nos grupos de fedelhos como um forasteiro fazendo as suas incursões pelo matagal de seres distintos de seu universo egocêntrico. E, numa destas jornadas existenciais, levou oito coleguinhas para o seu mais recente achado: a Lua.

Por longos meses daquele ano, correram e pularam pela atmosfera montanhosa, onde ele era o alienígena e os oito companheiros, astronautas empenhados em capturá-lo. O segredo acerca das estripulias foi trancado a sete chaves porque o afluxo no local era vedado aos discentes.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Em plena tarde de quinta-feira, meu notebook e eu, contrastando com a "vintage", invadimos aquele legado que passageiros recém-desembarcados do trem da vida deixaram pelo caminho.
Suely Sette é mineira e a todos é familiar a proximidade que esse povo tabaréu, no sentido mais vicejante da palavra, tem com os trilhos de ferro.

Folhear páginas de papel, para um homem que veio ao mundo na segunda metade da década de setenta, era, então, algo saudosíssimo. O cheiro de mato que crescia pelas rachaduras do concreto da estação confundia os meus sentidos enquanto eu clicava para ler o documento de Word que continha este livro, ainda não impresso, que a Suely enviara-me para que eu escrevesse este prefácio.

Saltou-me aos olhos um conjunto de versos quando minha vista alcançou um poema singelo e robusto como a alma da Sua (ou minha) Majestade: ”(...) O que me assusta agora /Depois me ajudará a entender / Que eu preciso viver! / Ir ao trem da vida / Saltar numa estação qualquer / Ficar o tempo que der (...)".
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Lira de Sonhos" de Suely Sette
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– Já manteve relação sexual com pessoa do mesmo sexo?

– Graças a Deus, nunca. Plagiando o Roger Moreira: eu gosto é de mulher.

– Ahahaha… você é engraçado.

– Obrigado. A senhora também.

– Você acha mesmo?

– Não.

– Por quê?

– Porque o meu sentimento agora não é de alegria, é de irritação. Estou quase tendo que espernear e bater o pé para convencer você que não.
(Trecho da crônica para rádio "Joga bosta na Geni porque a Silvia é piranha")
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