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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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O sol, agora, é meu amigo
No rol das coisas que eu consigo
Bemol: um tom baixa na lira.

Eu via que esse dia ia chegar
E cria que eu ia gostar
Bom dia! Minha querida Lyra.
(Trecho da letra da música "Bom dia, Lyra!")
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A Lua... ele adorava a Lua! Precocemente, leu Júlio Verne. Sua paixão era tamanha que ele acreditava irem as almas boas morar em seus furinhos. E com a luneta que ganhou do Papai Noel, aos oito anos de idade, em mil novecentos e oitenta e cinco, contemplou-a por muitas noites da segunda metade daquela finada década.

Entretanto, o instrumento científico apenas satisfez a sua filia poética, que era vasta, porém, não única. A criatividade dos joguetes engenhosos era irmã da arte de sonhar por intermédio dos versos.

E os disquinhos coloridos de estorinhas da Disney que soavam pelo autofalante da sua vitrolinha Philips amarela eram tão somente um tipo de aperitivo do mundo das peripécias emocionantes que exclusivamente divertiam e instigavam, mas – ele tinha lucidez – restringir-se a elas fazia o tira-gosto, sinônimo de aperitivo, de fato, ser concebido ao pé da letra, pois tirava o gosto fantástico dos estímulos geniais particulares, para o jovem, bem mais recreativos.

E, numa hora média de uma manhã de outono, durante o intervalo das aulas, caminhando pela zona proibida do amplo pátio do colégio em que estudava, avistou um terreno anexo à retaguarda da edificação.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Vinte e um de dezembro de dois mil e doze. Em algum lugar de um universo paralelo, o mundo acabou. Tenho apenas uma mochila pra colocar nas costas e sair atrás de um local habitável. Quais pertences meus levarei?

Nenhuma Coca-Cola na geladeira? Nenhum cigarro em cima da escrivaninha? Isto é realmente o fim do mundo, no sentido figurado e no sentido literal.

Já que não tenho estes principais itens pra botar na minha velha bolsa, lembro-me que nela não pode faltar o macaquinho Chico, meu brinquedo preferido de infância, que ganhei quando tinha três aninhos.

Encardido e com um nó cego no rabo, que nunca mais consegui desatar, ele foi o meu companheirinho de todas as horas. Foi ele quem me consolou nos instantes mais difíceis da adolescência, quando namoros foram terminados e paixões, perdidas.
(Trecho da crônica para rádio "O fim do mundo")
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Peguei o bandejão, servi-me de suco, bife, batata frita e sobremesa, dispensando os gosmentos feijão e arroz, e sentei-me junto às demais crianças.

Não foi surpresa nenhuma ver a menina da cadeira vizinha levantando-se e mudando-se de lugar. Isso acontecia sempre. Eu só não esperava que a professora, que observava tudo à distância, interviria, tentando impedir que a Nicole concluísse o seu ato escancarado de discriminação explícita.

– Perto desse filho do diabo eu não sento, tia. Eu rezo todas as noites pra ele morrer – esclareceu convincentemente a amável coleguinha.

Estava justificadíssimo!

A professora olhou pra mim, olhou pras crianças, alimentou uma fisionomia de dúvida por alguns instantes, abriu a boca e elevou o dedo indicador em riste como se fosse dizer algo semelhante a um discurso de um Martin Luther King que defende os brancos pobres que vão pra escola numa Brasília verde e interpretam esquizofrênicos que apedrejam igrejas, entretanto… baixou o dedo, arriou os olhos e disse:

– Tá bom, Nicole.Clicando aqui, você lê o texto completo
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– Qual é o seu problema?

– Diarreia.

– Forte?

– Não, fraquinha, fraquinha...

– Líquida?

– Não, sólida, densa, esbelta. Você precisa ver que diarreia camarada! É de dar inveja nos infelizes que são pegos de jeito por esse mal. Dos males, o menor.
(Trecho da crônica para rádio "Das coisas que aprendi sobre paixão, sexo e diarreia")
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E, se você ousar discordar de mim, eu sinto vontade de meter uma bala no meio dessa sua testa. E só não o faço porque – mesmo que as leis dos mortais não me peguem – a minha maldita mente foi desafeiçoada com os inconvenientes genes do sofrimento pela dor alheia. Estes detestáveis dispositivos, que foram essenciais pra continuidade da presença humana no globo terrestre até o instante atual, responsáveis pela vulga "lei da boa vizinhança", não me deixarão ressonar os meus "decibélicos" roncos noctâmbulos em paz. Só por isto. Ah, e também porque eu não sou cem por cento ateu. Mesmo que seja ínfima a possibilidade de haver um Deus, vai que o calhamaço milenar seja fidedigno... Deus me livre!Clicando aqui, você lê a crônica completa