Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Desvendado o mistério - Descoberto o verdadeiro culpado pelo que deu errado em sua vida.
No segundo semestre de 2010, fiz um curso de desenvolvimento pessoal, que durou um fim de semana inteiro. Disseram-nos, durante uma longa palestra, que, naquele dia, conheceríamos o verdadeiro responsável por todas as coisas que não ocorreram, na nossa vida, como gostaríamos. Os palestrantes instigaram a gente, fazendo-nos crer que poderíamos, enfim, saber o nome do culpado de tudo.
O que você faria se ficasse frente a frente com o responsável por todas as mazelas e infortúnios da sua vida? Vingar-se-ia? Daria uma sova nessa pessoa? Cometeria o irreversível pecado capital?
No segundo semestre de 2010, fiz um curso de desenvolvimento pessoal, que durou um fim de semana inteiro. Disseram-nos, durante uma longa palestra, que, naquele dia, conheceríamos o verdadeiro responsável por todas as coisas que não ocorreram, na nossa vida, como gostaríamos. Os palestrantes instigaram a gente, fazendo-nos crer que poderíamos, enfim, saber o nome do culpado de tudo.
O que você faria se ficasse frente a frente com o responsável por todas as mazelas e infortúnios da sua vida? Vingar-se-ia? Daria uma sova nessa pessoa? Cometeria o irreversível pecado capital?
(Trecho da crônica para rádio "O teorema da responsabilidade")
Clicando aqui, você ouve a crônica

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Não adianta rezar
Somos humanos
Vício não vai cessar
Daqui cem anos.
Ouço de longe a voz
Vem de Hiroshima
Dizendo a todos nós
“Quebrou o clima”.
Somos humanos
Vício não vai cessar
Daqui cem anos.
Ouço de longe a voz
Vem de Hiroshima
Dizendo a todos nós
“Quebrou o clima”.
(Trecho da letra de música "Meus passos vagarosos")
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No dia seguinte, eu estava sentado no banco da praça do bairro, conversando com os meus brothers, quando vejo, à meia luz, a insigne de Bartira surgindo no horizonte. Ela havia passado um cintilante batom cor-de-rosa na boca. Eca! Pintou algumas luzes naquele cabelinho pixaim, vestiu uma mini-saia vermelha que a dona Hermengarda deve ter conseguido na feira, através de alguma permuta por quiabos ou repolhos, e fez a desgentiliza de calçar um salto alto roxo, tão alto que fazia a Bartira chegar a quase um metro e cinquenta e cinco de altura. Ai, ai, ai! Que constrangimento...
– Oi, Mingau! Como é bom encontrar você por aqui!
– Fala, Bartira... – Eu disse, bem secamente.
– Mingau, você não disse que gostava de mim?
– Não, Bartira, eu somente perguntei se você não percebeu isso ainda, ou seja, no caso, se você não se tocou que não, que eu não gosto de você.
Fica aqui um conselho pras mulheres: façam um curso de interpretação de textos, se não, as senhoritas serão enganadas e iludidas.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
– Oi, Mingau! Como é bom encontrar você por aqui!
– Fala, Bartira... – Eu disse, bem secamente.
– Mingau, você não disse que gostava de mim?
– Não, Bartira, eu somente perguntei se você não percebeu isso ainda, ou seja, no caso, se você não se tocou que não, que eu não gosto de você.
Fica aqui um conselho pras mulheres: façam um curso de interpretação de textos, se não, as senhoritas serão enganadas e iludidas.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica


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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.
Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.
Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.
Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.
Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.
Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.
Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.
Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.
Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.
Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital


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Peguei o bandejão, servi-me de suco, bife, batata frita e sobremesa, dispensando os gosmentos feijão e arroz, e sentei-me junto às demais crianças.
Não foi surpresa nenhuma ver a menina da cadeira vizinha levantando-se e mudando-se de lugar. Isso acontecia sempre. Eu só não esperava que a professora, que observava tudo à distância, interviria, tentando impedir que a Nicole concluísse o seu ato escancarado de discriminação explícita.
– Perto desse filho do diabo eu não sento, tia. Eu rezo todas as noites pra ele morrer – esclareceu convincentemente a amável coleguinha.
Estava justificadíssimo!
A professora olhou pra mim, olhou pras crianças, alimentou uma fisionomia de dúvida por alguns instantes, abriu a boca e elevou o dedo indicador em riste como se fosse dizer algo semelhante a um discurso de um Martin Luther King que defende os brancos pobres que vão pra escola numa Brasília verde e interpretam esquizofrênicos que apedrejam igrejas, entretanto… baixou o dedo, arriou os olhos e disse:
– Tá bom, Nicole.Clicando aqui, você lê o texto completo
Não foi surpresa nenhuma ver a menina da cadeira vizinha levantando-se e mudando-se de lugar. Isso acontecia sempre. Eu só não esperava que a professora, que observava tudo à distância, interviria, tentando impedir que a Nicole concluísse o seu ato escancarado de discriminação explícita.
– Perto desse filho do diabo eu não sento, tia. Eu rezo todas as noites pra ele morrer – esclareceu convincentemente a amável coleguinha.
Estava justificadíssimo!
A professora olhou pra mim, olhou pras crianças, alimentou uma fisionomia de dúvida por alguns instantes, abriu a boca e elevou o dedo indicador em riste como se fosse dizer algo semelhante a um discurso de um Martin Luther King que defende os brancos pobres que vão pra escola numa Brasília verde e interpretam esquizofrênicos que apedrejam igrejas, entretanto… baixou o dedo, arriou os olhos e disse:
– Tá bom, Nicole.Clicando aqui, você lê o texto completo


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No meio escolar, os hábitos demonstrados pelos educadores também não foram dos mais bonitos. Foram diversas as manifestações dos lecionadores – ocasionalmente de forma verbal explícita – que alardeavam serem as remunerações pecuniárias pelo serviço prestado a única razão de comparecimento desgostoso àquela jaula.
Exceções sempre há. O professor de matemática era da espécie que carregava uma atmosfera condutora de ares provenientes de umas duas ou três décadas anteriores ao meu nascimento, realce do arquétipo que marcha com uma régua na mão e calça galochas em dias chuvosos. E, por mais que nos empenhemos, não conseguimos imaginá-lo frequentando um toalete.
Todavia, um adolescente contestador não encontra dificuldade em forjar situações provocativas com o fim de descobrir a "verdadeira verdade". Bastam poucos desafios pirracentos para que a máscara do protótipo de tradicionalista resvale e desça ao solo.
Um par de réplicas antagônicas às explanações didáticas foi suficiente para assistir a um espetáculo elegante do nobre pedagogo com direito a apagador de lousa estourando vidraça e gritos afeminados histéricos.Clicando aqui, você lê a crônica completa
Exceções sempre há. O professor de matemática era da espécie que carregava uma atmosfera condutora de ares provenientes de umas duas ou três décadas anteriores ao meu nascimento, realce do arquétipo que marcha com uma régua na mão e calça galochas em dias chuvosos. E, por mais que nos empenhemos, não conseguimos imaginá-lo frequentando um toalete.
Todavia, um adolescente contestador não encontra dificuldade em forjar situações provocativas com o fim de descobrir a "verdadeira verdade". Bastam poucos desafios pirracentos para que a máscara do protótipo de tradicionalista resvale e desça ao solo.
Um par de réplicas antagônicas às explanações didáticas foi suficiente para assistir a um espetáculo elegante do nobre pedagogo com direito a apagador de lousa estourando vidraça e gritos afeminados histéricos.Clicando aqui, você lê a crônica completa





