Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Apêndice, palavra errata
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.
E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.
Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.
E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.
Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Até a próxima, Renata...")
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Ao cair do sol de uma tarde de domingo monótona, degustando, na varanda, o seu Kumeu River, safra dois mil e nove, adquirido, há três meses, em sua visita à Marlborough, notou um papel estampado, introduzido no ângulo inferior esquerdo da moldura de seu quadro pintado por Don Binney.
Levantou-se e verificou o objeto. "Estranho!" – refletiu – tendo em vista que residia singularmente naquele imóvel. Quem teria inserido o cartão número cinco – que exibia um soldado invasor – naquela pintura artística que projetava uma ave? Por que o gladiador estava riscado à caneta com aquela ilustração esquisita?Clicando aqui, você lê o conto completo
Levantou-se e verificou o objeto. "Estranho!" – refletiu – tendo em vista que residia singularmente naquele imóvel. Quem teria inserido o cartão número cinco – que exibia um soldado invasor – naquela pintura artística que projetava uma ave? Por que o gladiador estava riscado à caneta com aquela ilustração esquisita?Clicando aqui, você lê o conto completo


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– Quantas parceiras sexuais nos últimos doze meses?
– Poucas. Sou um cabação que quase não come ninguém. Mas juro que eu me esforço.
– Você tem certeza que não ingeriu bebida alcoólica?
– Estou quase tendo que espernear e bater o pé para convencer você que não.
– Se você fizer isso, eu vou dar muita risada e vou gostar muito. Vai ficar lindo. Você com essa cara toda séria batendo o pezinho. Mas infelizmente, nesse caso, não poderá doar sangue, pois, infelizmente, existe a portaria 153/2004, da ANVISA, que proíbe gays de doarem sangue. Ahahahahaha… mas eu sei que você não é, não precisa olhar pra mim bravo desse jeito. Você fica engraçado bravo. Ahahahaha… Grávidas também não podem doar sangue. Você está grávido?Clicando aqui, você ouve a crônica para rádio
– Poucas. Sou um cabação que quase não come ninguém. Mas juro que eu me esforço.
– Você tem certeza que não ingeriu bebida alcoólica?
– Estou quase tendo que espernear e bater o pé para convencer você que não.
– Se você fizer isso, eu vou dar muita risada e vou gostar muito. Vai ficar lindo. Você com essa cara toda séria batendo o pezinho. Mas infelizmente, nesse caso, não poderá doar sangue, pois, infelizmente, existe a portaria 153/2004, da ANVISA, que proíbe gays de doarem sangue. Ahahahahaha… mas eu sei que você não é, não precisa olhar pra mim bravo desse jeito. Você fica engraçado bravo. Ahahahaha… Grávidas também não podem doar sangue. Você está grávido?Clicando aqui, você ouve a crônica para rádio


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Políticos ladrões são facilmente digeridos pelo aparelho digestivo dos brasileiros, mas arrogância não!
A arrogância estraga tudo. Pode levar a minha carteira, mas não olhe no fundo dos meus olhos e me diga que és um excelente trombadinha. Isso ninguém admite.
Até os artistas brilhantes e as mentes acima da média perdem o encanto quando um homem deixa a altivez do ego subir à cabeça e emite, desdenhosamente, aquele sorrisinho soberbo. Ninguém suporta.
Vicente Viscome fez isto. Após conseguirem, heroicamente, barrar mais uma abertura da CPI da máfia dos fiscais, todos os malandros vereadores quedaram-se humildes, menos o senhor Vicente Viscome, que começou a gargalhar adoidado e fazer gestos obscenos no meio do plenário.
Aquela imagem foi exaustivamente reprisada em câmera lenta e o paulistano médio ficou com sangue no zóio.Clicando aqui, você ouve a crônica
A arrogância estraga tudo. Pode levar a minha carteira, mas não olhe no fundo dos meus olhos e me diga que és um excelente trombadinha. Isso ninguém admite.
Até os artistas brilhantes e as mentes acima da média perdem o encanto quando um homem deixa a altivez do ego subir à cabeça e emite, desdenhosamente, aquele sorrisinho soberbo. Ninguém suporta.
Vicente Viscome fez isto. Após conseguirem, heroicamente, barrar mais uma abertura da CPI da máfia dos fiscais, todos os malandros vereadores quedaram-se humildes, menos o senhor Vicente Viscome, que começou a gargalhar adoidado e fazer gestos obscenos no meio do plenário.
Aquela imagem foi exaustivamente reprisada em câmera lenta e o paulistano médio ficou com sangue no zóio.Clicando aqui, você ouve a crônica


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Saí, enfim, daquela sala desgraçada e fui logo para o que interessava: a doação. Pensei que a minha expiação de pecados havia findado, mas logo que deitei na poltrona, senti aquela picada maldita na veia. Quase xinguei quem não tinha nada a ver com isso: a mãe da enfermeira. Soltei um “filha da…”, mas fiz uso das reticências e mantive o nível. Olhei para o crachá da vampiresca mulher e pude ler o seu nome: Geni. Quem vê o nome Geni e não lembra do Chico Buarque que atire a primeira pedra. Ou melhor, que atire a primeira bosta. Pois foi isso que aconteceu. Eu fiquei com vontade de jogar bosta na enfermeira que enfiou aquela merda de agulha no meu braço.
Fui embora daquele banco de sangue correndo mais do que barata de chinelo. Mas voltarei daqui três meses. Apesar de tudo, sei que a única forma de sentir uma satisfação plena é fazendo o bem. Só que não saía da minha cabeça a seguinte situação hipotética: imagina só, uma mulher que nasceu lá pelos anos de 1950, 1955, que foi agraciada com o nome de Geni e teve uma filha chamada Silvia. Nossa, meus queridos! Que família duplamente agraciada! A mãe teve a chance de ser bastante achincalhada em 1978. Aí veio os anos oitenta e foi a vez da filha. Que legal!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
Fui embora daquele banco de sangue correndo mais do que barata de chinelo. Mas voltarei daqui três meses. Apesar de tudo, sei que a única forma de sentir uma satisfação plena é fazendo o bem. Só que não saía da minha cabeça a seguinte situação hipotética: imagina só, uma mulher que nasceu lá pelos anos de 1950, 1955, que foi agraciada com o nome de Geni e teve uma filha chamada Silvia. Nossa, meus queridos! Que família duplamente agraciada! A mãe teve a chance de ser bastante achincalhada em 1978. Aí veio os anos oitenta e foi a vez da filha. Que legal!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital


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A Lua... ele adorava a Lua! Precocemente, leu Júlio Verne. Sua paixão era tamanha que ele acreditava irem as almas boas morar em seus furinhos. E com a luneta que ganhou do Papai Noel, aos oito anos de idade, em mil novecentos e oitenta e cinco, contemplou-a por muitas noites da segunda metade daquela finada década.
Entretanto, o instrumento científico apenas satisfez a sua filia poética, que era vasta, porém, não única. A criatividade dos joguetes engenhosos era irmã da arte de sonhar por intermédio dos versos.
E os disquinhos coloridos de estorinhas da Disney que soavam pelo autofalante da sua vitrolinha Philips amarela eram tão somente um tipo de aperitivo do mundo das peripécias emocionantes que exclusivamente divertiam e instigavam, mas – ele tinha lucidez – restringir-se a elas fazia o tira-gosto, sinônimo de aperitivo, de fato, ser concebido ao pé da letra, pois tirava o gosto fantástico dos estímulos geniais particulares, para o jovem, bem mais recreativos.
E, numa hora média de uma manhã de outono, durante o intervalo das aulas, caminhando pela zona proibida do amplo pátio do colégio em que estudava, avistou um terreno anexo à retaguarda da edificação.Clicando aqui, você lê o conto completo
Entretanto, o instrumento científico apenas satisfez a sua filia poética, que era vasta, porém, não única. A criatividade dos joguetes engenhosos era irmã da arte de sonhar por intermédio dos versos.
E os disquinhos coloridos de estorinhas da Disney que soavam pelo autofalante da sua vitrolinha Philips amarela eram tão somente um tipo de aperitivo do mundo das peripécias emocionantes que exclusivamente divertiam e instigavam, mas – ele tinha lucidez – restringir-se a elas fazia o tira-gosto, sinônimo de aperitivo, de fato, ser concebido ao pé da letra, pois tirava o gosto fantástico dos estímulos geniais particulares, para o jovem, bem mais recreativos.
E, numa hora média de uma manhã de outono, durante o intervalo das aulas, caminhando pela zona proibida do amplo pátio do colégio em que estudava, avistou um terreno anexo à retaguarda da edificação.Clicando aqui, você lê o conto completo





