FacebookTwitterGoogle+Linkedin
Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
X
Cansou de dançar ciranda
E resolveu montar uma banda
Comprou uma bateria
E aprendeu como se batia.

Arrumou uma mina
Abandonou o banheiro
Dizia ser sua sina
Ter virado maconheiro.
(Trecho do filme "Abram os ouvidos, o baterista sumiu")
Clicando aqui, você assiste ao filme
X
E agora o que me resta
É ver justiça no país meu
E numa cela fria
O Lula junto com o Zé Dirceu!


A Dilma cai, democracia vence!
PT se vai, democracia vence!
E pro PT
Um roubo a mais não faz mal.Clicando aqui, você ouve a música
X
Não havendo nenhum outro carro na estrada, o caminho parecia estar aberto. Se num passado próximo ainda era hora de plantar as sementinhas da esperança, chegara o tempo da colheita. Todos os sonhos de menino concretizavam-se como num passe de mágica. Pra bater aquela adrenalina prazerosa de uma sensação única que nunca mais seria repetida, durante as décadas em que ele permaneceria neste mundo, faltava apenas aumentar o volume do rádio e olhar pro sol, enquanto dirigia, rumo à Herzlia.


Notaram-no, afinal. Que o rapaz era um exímio roteirista, os amigos já bradaram à exaustão, fazendo-o decorar. Porém, como ele costumava falar - quase num tom de autoconsolo - "ninguém é bom até que digam que é bom". E só diz quem é ouvido. E só é ouvido quem tem credibilidade. E esse dia chegou: um respeitável diretor do círculo cinematográfico dissera que ele é bom.
(Trecho do conto "O velho do asfalto")
Clicando aqui, você lê o texto completo
X
À meia luz, a vista de Bence Kocsis foi-se acostumando com a iluminação escassa do quarto de dormir. Deitado, olhava a tinta branca do teto do qual ainda podia sentir olfativamente o seu frescor e tentava recordar-se desta última manutenção doméstica.

Vencida a inércia matutina, entreviu-se, ainda com as pálpebras semicerradas, no espelho do lavabo, fazendo a sua higiene bucal cotidiana. Seu estado mental quase letárgico não lhe permitiu ser tomado por um choque espiritual especulativo, daqueles que nos obrigam a refletir sobre quem somos, mas uma sensação esquisita lembrava-lhe da frase clássica de Shakespeare.

Já a caminho do serviço com o seu Trabant amarelo soviético modelo 1984, como de costume, entretinha-se com a paisagem do rio Danúbio. Os movimentos automáticos comuns a um motorista que dirige diariamente pela mesma rodovia há mais de dez anos davam-lhe o conforto da divagação.
Trecho do conto "As gotas dos olhos que escoaram pelo Danúbio"
Clicando aqui, você lê o texto completo
X
Saí, enfim, daquela sala desgraçada e fui logo para o que interessava: a doação. Pensei que a minha expiação de pecados havia findado, mas logo que deitei na poltrona, senti aquela picada maldita na veia. Quase xinguei quem não tinha nada a ver com isso: a mãe da enfermeira. Soltei um “filha da…”, mas fiz uso das reticências e mantive o nível. Olhei para o crachá da vampiresca mulher e pude ler o seu nome: Geni. Quem vê o nome Geni e não lembra do Chico Buarque que atire a primeira pedra. Ou melhor, que atire a primeira bosta. Pois foi isso que aconteceu. Eu fiquei com vontade de jogar bosta na enfermeira que enfiou aquela merda de agulha no meu braço.

Fui embora daquele banco de sangue correndo mais do que barata de chinelo. Mas voltarei daqui três meses. Apesar de tudo, sei que a única forma de sentir uma satisfação plena é fazendo o bem. Só que não saía da minha cabeça a seguinte situação hipotética: imagina só, uma mulher que nasceu lá pelos anos de 1950, 1955, que foi agraciada com o nome de Geni e teve uma filha chamada Silvia. Nossa, meus queridos! Que família duplamente agraciada! A mãe teve a chance de ser bastante achincalhada em 1978. Aí veio os anos oitenta e foi a vez da filha. Que legal!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
X
Gotas de suor de sua testa caíam no asfalto, enquanto ele girava a porca com a chave cruz e, compenetrado no serviço mecânico, nem se deu conta de que, do Lada Niva emparelhado com o seu automóvel, saiu a pessoa que, supostamente, oferecer-lhe-ia socorro. E o auxílio vinha em instante exato, pois o estepe que, com tanto esforço, colocou estava danificado. O gentil cidadão doou o seu e, então, seguir viagem.

Ao dar a partida, enxergou, pelo retrovisor, o idoso tranquilo. Percebeu uma roda a menos em seu Niva. Engatando a ré, voltou pra averiguar.

– Você me cedeu um dos pneus do seu carro, senhor? Presumi que fosse o seu estepe.

– Dei o meu estepe pra outro motorista que precisou de um, há cinco léguas daqui. Posso aguardar o guincho. Você necessita dele mais que eu.

O indivíduo solitário proferiu mais algumas dezenas de palavras que ele não escutou. Quando o misterioso ancião mencionou que captara a conquista do querer em seu semblante, o encanto foi tamanho que ele só conseguiu ouvir, novamente, a música tocando em sua cabeça. Apenas certificou-se de que o sujeito possuía um aparelho celular pra acionar o resgate, agradeceu e foi embora.Clicando aqui, você lê o conto completo